amar nossos inimigos

Que Deus dê vida longa a todos os nossos inimigos para que ele possa um dia aplaudir de pè a nossa vitória



segunda-feira, 30 de março de 2009

provação e tentação

1 corintios cp:10 vrs:13 tentação
Deus jamais nos abandonará pois ele é fiel.
tentação é toda inclinação pera o pecado. tiago cp:1 vrs:13
muitas das vezes, nós o ser humano, nos setenciamos com nossos pecados, e temos o livre arbitrio da parte de Deus, pois ele não se intromete nas nossas escolhas, nós é que decidimos passar por tentação, por não sabermos recusar aquilo que nos fazem mal.vejamos de onde vem as tentações.em tiago:cp;1 vrs;14, aqui Deus já nos dá um alerta, Jesus foi tentado e nem por isso pecou e sempre nos ajuda quando queremos mudar os nossos pensamentos.
vejamos qual é o remedio que ele tem para cada um de nós no livro de João;cp:1 vrs:9, temos que confessar os nosos pecados a ele. vejamos as tres tentações que Jesus sofreu logo após o seu batismo e as armas que ele usou, em mateus;cp:4 vrs:1 a 11 temos que usar essas mesmas armas quando o inimigo nos atacar. vamos estar atento contra as ciladas de satanás, que o Senhor Deus possa nos abençoar através da sua palavra. amém. essa foi a reflexão que Deus me deus para esse dia espero que ajudem a vcs também. Jesus te ama.

louvar é adorar ao criador

CUIDADOS COM OUTROS TIPOS DE LOUVORES

Devido ao MOVIMENTO DE RENOVAÇÃO iniciado na década de 60, este movimento, ao contrário do que muitos pensam, ainda não parou. A evidência disto pode ser encontrada nas muitas denominações ditas evangélicas criadas na última década. Tais denominações fogem do uso do tradicionalismo em seus cultos, e seus louvores não são diferentes.

Estas denominações, como forma de angariar massas de jovens para suas igrejas, criar bandas de músicas, letras e músicas em tom apelativo. É interessante notar que em muitas letras, na evolução da canção, nem sempre aparece a palavra Deus ou Jesus, sendo que em alguns casos estes nomes são substituídos pela palavra “Ele”, ou seja, a canção passa a tratar Deus ou Jesus de forma “subjetiva”.

Também existem letras de músicas fogem da total reverência que temos quer ao Senhor, tratando por adjetivos dos quais não vale a pena comentar neste artigo.

Outras canções cometem o erro de, na idéia de informalidade extrema e familiaridade com Jesus e Deus, de humanizá-los, ou seja, dá a estes formas, necessidades e desejos que são exclusivos dos seres humanos e não de Deus. Outros buscam adorar o Espírito Santo em vão.

É fato que existem muitas canções (sem olharmos para quem as compôs, ou a que banda pertence, ou mesmo a que denominação pertence) em que a letra atende a todos os requisitos bíblicos de verdadeira adoração ao Senhor, porém sua melodia vai contra a mensagem da canção.


O HINÁRIO BATISTA

O livro que reúne hinos e é comumente usado pelos batistas também é chamado de Cantor Cristão. Este livro é chamado de hinário porque contém hinos de louvor que se apresentam coerentes com a forma de louvor bíblico. O hino nada mais é do uma canção escrita de forma poética com o sentido de adorar e enaltecer algo ou alguém.

Cantor Cristão é a reunião dos melhores hinos através dos séculos e de várias regiões na Europa e América do Norte. Sob a ótica de bíblica, ela atende a todos os requisitos de uma canção que deve acima de tudo dar reverência ao Senhor.

O Cantor Cristão não deve ser entendido como um substituto da Bíblia, mas talvez um complemento, que nos fala do verdadeiro amor de Cristo, dos verdadeiros cristãos, das nossas falhas, do modo como devemos proceder estando na posição de servos livres do Senhor, de como podemos ser santos.

O hinário batista hoje composto por 581 músicas, nem sempre é de todo conhecido. Em uma rápida pesquisa entre algumas igrejas batistas, menos de 30% dos hinos do Cantor Cristão são conhecidos e cantados nos cultos congregacionais. A justificativa para o desconhecimento de 70% dos hinos está ligada a três fatores críticos:

• Por ser o Cantor Cristão um livro contendo músicas ao estilo que lembra a música clássica, logo não chama a atenção conhece-las em função das novidades musicais contemporâneas;

• Têm-se dados mais espaço para o canto de músicas contemporâneas do que as registradas no Cantor Cristão, durante os cultos, por ser mais animada e mais cheia de ritmos;

• Cultos organizados pelas mocidades e direcionados para o convite de jovens dentro de uma igreja, tem dado pouco ou nenhuma atenção ao Cantor Cristão, por crer que deve ser usado somente em outros cultos mais solenes.


CONCLUSÃO

Todo o culto prestado ao Senhor, dentro de uma igreja, indiferente do dia da semana que ocorre, ou sé direcionado para os jovens ou congregação, deve ser conduzido com extrema reverência, aplicando-se de igual modo aos louvores prestados ao Senhor.

A música que acompanha os louvores deve ter sua altura moderada, sendo mais baixo que as vozes dos que cantam, pois o louvor dirigido ao Senhor deve vir das vozes dos adoradores e não de seus instrumentos, que neste caso são usados como acompanhamento.

Indiferente do tipo de culto a ser prestado, é fundamental que os louvores se enquadrem no que diz respeito a reverência ao Senhor, e devem ter letras que falem sobre a glória de Deus, sua misericórdia e nossa gratidão por Ele.

Por ser o Cantor Cristão uma coletânea dos melhores e mais belos hinos de adoração ao Senhor, logo é o mais recomendado para uso durante os cultos públicos e privados. Deve ser usado tanto pela congregação geral quanto pela mocidade, e indo mais além, caso a igreja busque uma edificação adequada, ser usada nas escolas dominicais infantis. Assim como Deus é imutável, assim como sua palavra também é imutável, logo a adoração, o culto com reverência, os louvores, também tem que seguir esta mesma linha.

As músicas seculares têm letras bonitas, tem uma melodia bonita e agradável aos ouvidos, mexem com os nossos sentimentos, nos deixam alegres e as vezes eufóricos, mas são agradáveis somente a nós, dentro de uma igreja, nada mais são do que um tipo de câncer que entra e domina aos poucos o ambiente, transformando o ambiente cristão em ambiente secular, corroendo todo o “corpo”, e que quando descoberto chega a provocar separações entres os que querem cantar hinos dos que querem cantar corinhos.

O Cantor Cristão continuará a ser a melhor expressão de louvor que um crente, verdadeiro e fiel, pode usar para um real louvor ao Senhor com todo a reverência que este merece e exige de nós, seus eternos servos.

vivendo na vontade de Deus

- Vontade de Deus
Por favor abre as suas Bíblias no livro de Romanos, capitulo doze. Começando em versículo um, diz: “Rogo-vos, pois, irmãos, pela compaixão de Deus, que apresentais os vossos corpos em sacrifício vivo, santo e agradável a Deus, que é o vosso culto racional.

E não sede conformados com este mundo, mas sede transformados pela renovação do vosso entendimento, para que experimenteis qual seja a boa, agradável, e perfeita vontade de Deus.” (Romanos 12.1-2).

Por meio de introdução, deixa-me dizer que é o meu desejo desenvolver hoje à noite o que a Bíblia diz sobre a vontade de Deus porque a vontade de Deus é um conceito extremamente mal-entendido. E deixa-me explicar isso.

É mal-entendido porque é quase sempre usada de uma forma misteriosa. Entenda-me que não é usado de uma maneira errada – longe disso. É usada de uma forma que cria perguntas nas cabeças de pessoas sinceras.

Por exemplo: Nós aconselhamos pessoas à “aguardar a vontade de Deus” mas como sabemos quando a vontade de Deus chegou ou não? Quando alguém está em duvidas nós falamos “Busca a vontade de Deus” mas buscar aonde? Você entende o que eu quero dizer com “conceito mal-entendido”?

Então gostaria esclarecer um pouco o assunto da Vontade de Deus. Gostaria fazer isso expondo três coisas. Aqui no inicio é a minha intenção ressaltar algumas coisas que já sabemos sobre a vontade de Deus. Depois pretendo definir a maneira que Deus guia-nos na Sua vontade. E por ultimo, quero mostrar como esse assunto pode ser aplicada a minha vida e a sua vida também.

Então vamos começar com a pergunta: O que é a vontade de Deus?

Uma vontade é um desejo, como uma criança tem vontade de tomar sorvete. Vontade é uma determinação, como uma criança sem vergonha determina que vai chorar até que alguém compra sorvete. Uma vontade é apenas o que uma pessoa deseja ou determina vai ser feito.

Os animais não têm vontade. Nunca se ouviu falar de leão que decidiu comer uma zebra e depois deitar na sombra. Ele age por impulso, não por vontade. Mas nós, humanos, temos uma vontade.

Esse fato é obvio. Mas surge a pergunta: Deus tem vontade? Obviamente nós temos vontades, mas Deus tem? Sim, Deus tem. Olha o que está escrito no nosso texto (Romanos 12. 2) – “para que experimenteis qual seja a boa, agradável, e perfeita vontade de Deus”. Essa vontade pertence a quem? A Deus, conforme está escrito. Isso quer dizer que Deus deseja ou determina algo que vai ser feito.

Mas o versículo não só afirma que Deus tem uma vontade, ele vai além e descreve essa vontade – esse desejo ou determinação que vai ser feito – como sendo boa, agradável e perfeita.

Entende que essas três características reunidas em um só lugar são coisas notáveis. Em nenhum outro lugar essas palavras são usadas em conjunta para descrever uma só coisa.


Por exemplo, em Romanos diz que “Sabemos que todas as coisas contribuem juntamente para o bem daqueles que amam a Deus...” (Romanos 8.28), mas não diz que todas as coisas contribuem juntamente para o agrado ou a perfeição daqueles que amam a Deus.

Outro exemplo se encontra em I Timóteo 2.1-3. Quando Paulo escrevia para o jovem pastor Timóteo, ele manda Timóteo orar por aqueles em autoridade – os reis, governantes – porque essa ação é “bom e agradável diante de Deus nosso Salvador” (I Timóteo 2.1-3). Mas Paulo não chega a afirmar que tal ação é perfeita diante de Deus.

Então entende que essas três características reunidas em um só lugar são coisas notáveis. As pessoas que entendem isso, verdadeiramente entendem isso, eles perdem o medo de seguir a vontade de Deus – porque a vontade de Deus vai ser melhor, mais agradável, e mais perfeito do que a sua própria vontade.

Mas se você não concordar com Deus aqui, você está no erro. Se você discordar com Deus e acredita que a Vontade dEle é ruim, desagradável, e imperfeita, você está errado.

Se você, com a boca concordar com o que a Bíblia diz, mas na pratica nega esse preceito você está errado. Por exemplo, se a vontade de Deus é que Cristo seja o único Salvador, e você discorda e acrescenta as suas obras, ou as obras de Maria, ou as obras do Espírito Santo para a sua salvação, você é – e eu não falo isso com maldade sequer: Você está errado.

Vamos andar adiante mais um pouco no nosso texto. Depois que diz que a vontade de Deus é perfeita, você vê que a vontade de Deus é única – veja como o termo “Vontade de Deus” é no singular. Cada vez que encontrar o termo “Vontade de Deus” na Bíblia, e ocorre 23 vezes, vai sempre ser no singular.

Isso é por necessidade. Como Deus pode ter duas vontades perfeitas? Se um acrescenta ou retrai do outro, ambos são imperfeitos porque houve a necessidade de uma melhorada em uma coisa que já era para ser perfeito.

Se olhar do outro lado, e afirmar que ambos são perfeitos em todo aspecto, você vai ter duas vontades idênticas e porque precisa de duas vontades falando a mesma coisa? Uma vontade perfeita exclui qualquer outra.

Vamos seguir o raciocínio adiante mais um pouco. Se existe uma coisa perfeita, uma coisa que é tão perfeita que é solitário na sua perfeição, quando vai mudar para ser mais perfeito ou menos perfeito? Nunca. Por isso dizemos que a vontade de Deus nunca muda. Isso é muito simples. Aplica o conceito da imutabilidade para a definição da vontade de Deus.

O que Deus desejou que acontecesse no passado é o mesmo que Deus deseja que acontecesse hoje e vai ser o mesmo que Deus deseja que aconteça no futuro. O que Deus determinou que acontecesse no passado é o mesmo que Deus determinou que vai acontecer hoje e vai ser o mesmo que Deus determina que aconteça no futuro.

Queremos ver isso na Bíblia, então, por favor, desloca-se para Êxodo 20.3. Isso é a vontade expressa de Deus.

Depois você pode ver esse preceito de um único Deus novamente em Mateus 6.24. Mais uma vez Deus avisa sobre a ignorância de desobedecer a vontade que já é boa, agradável, e perfeita. Quem tenta servir outros deuses está fazendo o que não é bom, nem agradável, nem perfeito.

E por final, pode ser observada em Apocalipse 21.8 – os Idolatras não entrarão no céu. Idolatria é apresentar o seu corpo, a sua mente, os seus sentimentos para servir outros mestres alem de Deus. E como alguém apresenta “o seu corpo, ou a sua mente, ou o coração parar servir outros mestres”? Se você não ama a Deus de todo o seu coração, de toda a tua força, de todo teu entendimento, de toda sua mente, você está servindo algo além de Deus. Você está sendo idolatra mesmo não tendo ídolos em casa.

Ainda hoje Deus manda você não ter outros deuses como Ele mandou os Israelitas em Êxodo 20. Essa vontade de Deus nunca tem mudado até hoje: É eterna e nunca muda.

À vontade de Deus é também sempre eficaz – isto é: Sempre cumpre o que desejou ou determinou cumprir. Não existe um “talvez” ou um “mas” ou um “gostaria” com Deus. Em Isaías diz “Porque o Senhor dos Exércitos o determinou; quem o invalidará?” (Isaías 14.27). Falamos de homens que faltam força de vontade e com esse queremos dizer que eles faltam à força de vontade para querer o que deveriam querer. Mas nunca é assim com Deus. “Tudo o que o Senhor quis, fez.”

Essas são coisas que sabemos acerca da vontade de Deus. Você vê que a vontade de Deus não é misterioso nem encoberto. Na verdade é tudo muito simples.

Mas tem outras coisas que queremos saber. Como Deus nos guia na Sua vontade?

Salmos 48 diz que Deus “será nosso guia até à morte”. A pergunta é como Deus nos guia na sua vontade?

O mundo responde com muitas opções para conhecer a vontade de Deus. Deixe-me mostrar algumas maneiras que alguns tem buscado a vontade de Deus.

Rei Saul buscou uma bruxa para saber a vontade de Deus. Em I Samuel 28.5-7 vemos que Saul, com medo dos inimigos buscou o auxilio de uma bruxa. Ela fez subir o espírito de Samuel que simplesmente repetiu o que o Senhor tinha falado anteriormente (I Samuel 28.16-17).

Alguns apostam em sonhos e visões para saber a vontade de Deus. Todos conhecem o monte Sinai – o lugar aonde Moisés subia para falar com Deus. Hoje nos mapas, na península Sinai, perto de Egito, tem lá o “Monte Sinai”. Quem foi que colocou afirmou que isso era o Monte Sinai da Bíblia?

O imperador Romano Constantino tinha uma visão que aquele lugar era Monte Sinai. Mais tarde ele teve outra visão mandando ele matar a esposa e o filho. E ele fez. Pergunto: Deus estava revelando a Sua vontade para esse imperador?

Os apóstolos lançaram sortes para saber a vontade de Deus. Isso se confirma em Atos 1.24-26. Ninguém sabe com certeza como eles “lançaram sortes”. Simplesmente não sabemos. E Deus nunca nos manda lançar sortes, então descartamos esse método.

Outros abrem a Bíblia aleatoriamente e apontam o dedo em um versículo para saber a vontade de Deus. Suponha que eu quero fazer algo errado, imagina que eu quero matar meu irmão Daniel e busco a vontade de Deus desta maneira. E por acaso eu abro a Bíblia e encontro I Samuel 14.7 que diz “Faze tudo o que tens no coração” ou II Samuel 7.3 que diz “Vai, e faze tudo quanto está no teu coração; porque o Senhor é contigo”. Vocês estão me seguindo aqui? Obviamente esse método não serve.

Outros dizem que sentem contentes ou alegres quando estão no centro da vontade de Deus. Mas não esqueça que há caminhos que parecem certas, que nos fazem sentir alegres e contentes, mas não são da vontade de Deus. Veja isso em Provérbios 14.12. Satanás pode fazer homens e mulheres sentirem alegres, satisfeitos, e tudo mais. Ele pode até se transformar em anjo de luz e relatar uma mensagem “divina”. Mas isso não garante que estão no centro da vontade de Deus.

Outros dizem que eles têm um interesse reavivado em coisas espiritual quando encontram a vontade de Deus. Mas com tempo e maturidade, a experiência nos ensina que confiar em sentimentos ou interesses não é seguro porque o homem muda continuamente. É a realidade. Reconhecemos isso.

Então a nossa pergunta permanece: Como Deus nos guia na Sua vontade?

Exercita os seus dedos, por favor, e abre em Salmos 119.105 – “Lâmpada para os meus pés é tua palavra, e luz para o meu caminho”.

A analogia, ou figura, aqui é de um homem no escuro, perdido, não sabendo como proceder. É a figura de um homem que não sabe qual é à vontade do Senhor. E diz, a Palavra de Deus é lâmpada para os pés e luz para o caminho.

Deus nos deu a Bíblia, a Palavra de Deus, para nos guiar. Isso é o propósito da Bíblia – mostrar o caminho que devemos andar.

A Bíblia não foi feita para ser admirada pela sua simetria ou pela sua profundidade de pensamento. A Bíblia não existe para que nós podemos estocar os nossos mentes com datas e fatos antigos. Isso seria admirar o formato da lâmpada ou maravilhar-nos da força da luz que a lâmpada emite sem usar ela para achar o nosso caminho no escuro. A Bíblia, como diz Salmos 119.105, é para ser lâmpada para os nossos pés e luz para nosso caminho – é para ter um uso pratico.

Eu gostaria fechar essa pregação estabelecendo algumas verdades fundamentais concernentes a esta verdade: A Bíblia é a nossa luz.

Em primeiro lugar entende que precisamos ser iluminados para ver a luz da Bíblia (Salmos 36.9). Por si só, o homem não pode ver a luz das Escrituras porque está cego. Veja esse principio em Apocalipse 3.17-18. O homem é chamado de cego porque ele não pode ver as coisas mais obvias. Ele se imaginava de uma forma, mas o Justo Juiz viu a cegueira real desses homens.

Em Provérbios 30.1-5 explica sobre a condição miserável do homem. Temos aqui um homem desconhecido, que confessa que ele é mais bruto e selvagem dos homens e confessa que nem tem o conhecimento dos homens, ou o conhecimento dos religiosos, nem o conhecimento dos santos. Mas mesmo assim, em toda essa ignorância e desperdício de intelecto, ele vê uma coisa: “Toda a Palavra de Deus é pura; escudo é para os que confiam nele”.

Se este homem mais ignorante do que caipira consegue ver e entender que a Bíblia é pura, o que você chama o homem que nem reconhece isso? Por isso a Bíblia chama os homens de cegos – eles não conseguem ver as coisas mais obvias.

Em segundo lugar a iluminação que precisamos é achado em Cristo. Cristo é Aquele Luz. Leia sobre isso em Mateus 4.12-17. Cristo diz de Si mesmo “Enquanto estou no mundo, sou a luz do mundo” (João 9.5). Em João 8.12-29 fala do mesmo assunto.

Se você não conhece Cristo, como vai conhecer as Escrituras que testificam dEle? Se você não conhece a Luz de Cristo, como vai conhecer a Luz das Escrituras?

Lembra o que diz em Salmos 36.9, “Na tua luz veremos a luz”. Você conhece Jesus Cristo a Luz?

Em terceiro lugar a luz da Bíblia ilumina apenas um caminho – o caminho que deve ser tomado. Marcos 10.17-22. Esse jovem rico tinha seguido os preceitos da Bíblia a risco. Mas a caminho iluminada pelas Escrituras ele não queria seguir. Cristo, a Palavra de Deus em carne disse: “Toma a cruz, e segue-me”.

Jesus Cristo é a Palavra de Deus final (Hebreus 1.1). Ele é a única fonte de Luz. A Bíblia ilumina o caminho que devemos seguir para entrar em Cristo e isso é pelo arrependimento dos nossos pecados e pela fé em Cristo Jesus. A Bíblia também ilumina o caminho que devemos seguir para ser como Cristo e isso é por santificarmos pela Palavra de Deus e mortificar os nossos pecados.

Em conclusão deixa-me reunir e apresentar os pedaços que sobraram.

Não confunde esses dois caminhos. Precisa estar confiando em Cristo antes que pode seguir Ele.

Não dá ênfase demais para seguir a Cristo. Não aceita pessoas que mandam você seguir regras para ser como Cristo se você ainda não está em Cristo.

A coisa importante é estar em Cristo. Você está em Cristo? Se não, o que impede que você esteja em Cristo?

Talvez você diz: “Eu vou me chegar a Cristo quando sei que sou eleito”. Isso é esperar em Deus e não em Cristo. Você precisa ir a Cristo primeiro, e assim em Cristo você pode ver o pai.

Talvez você diz: “Eu vou ir até Cristo quando sinto alegria em servir-O”. Isso é esperar no Espírito Santo e não em Cristo. Você precisa ir a Cristo primeiro e depois terá o Espírito Santo.

Talvez você diz: “Eu iria a Cristo, mas temo o que os homens diriam sobre mim”. Isso é esperar nos homens em não em Cristo. Quando está em Cristo, Deus vai cuidar dos homens (Provérbios 16.7).

Talvez você diz: “Eu iria a Cristo, mas eu não estou chorando pelos meus pecados”. Vai até Cristo e você vai ver como os seus pecados tornam pesados, e em Cristo achará descanso.

Se você está crendo em Cristo e mortificando os seus próprios desejos para obedecer a Deus como Cristo obedeceu, você está no centro da Vontade de Deus.

os frutos e os dons do Espirito Santo

O “Fruto do Espírito Santo” é diferente dos “Dons ou Sinais Extraordinários”
Ou Como os Dons Extraordinários são Inferiores a Fruto do Espírito Santo
Os dons extraordinários de Deus e o fruto do Espírito Santo são similares no aspecto que qualquer dom extraordinário e qualquer fruto parecem que têm uma fonte somente: Deus. Porém, as diferenças entre os dons extraordinários e o fruto do Espírito Santo são vastas e importantes. É edificante conhecer quais são as diferenças. As suas diferenças são evidentes quando consideradas a manifestação, a duração, o proveito, o recebimento e o propósito dos dons extraordinários em relação ao fruto do Espírito.

A Sua Manifestação

Os dons extraordinários podem ser manifestos e imitados até por incrédulos mas o fruto do Espírito Santo é manifesto somente por quem tem Cristo verdadeiramente. Os dons são inferiores ao fruto.

Judas, aquele que traiu Jesus, era um dos doze discípulos. Ele recebeu, igualmente aos outros, “poder sobre os espíritos imundos, para os expulsarem, e para curarem toda a enfermidade e todo o mal” (Mat. 10:1). Não há nenhuma indicação bíblica que Judas não usou a autoridade ou não operou os dons que ele recebeu (Luc. 9:6). Porém ele foi determinado “um diabo” (João 6:70), um “ladrão” (João 12:6) e “filho de perdição” (João 17:12). Judas foi manipulado por Satanás a entregar o Santo e Inocente Jesus (João 13:2). Cristo não guardou Judas até o fim (João 17:12; 13:18; I João 2:19; Atos 1:25). Por Judas ser “um diabo” podemos concluir que os dons extraordinários podem ser manifestos por incrédulos.

Ao Balaão foi revelado a palavra do Senhor pessoalmente (Núm. 22:10-12). O Espírito Santo veio sobre ele capacitando-o a falar uma profecia verídica (Núm. 24:2-9; veja também o caso de Caifás, João 11:47-53), uma evidência de dom extraordinário. Porém, Balaão era um adivinho (Josué 13:22; Núm. 24:1), que era comprado para fazer a vontade dos ímpios em amaldiçoar a Israel (Deut 23:4; II Pedro 2:15; Judas 1:11) e ensinou o povo de Deus a cometer fornicação (Apoc 2:14). Mesmo este conhecendo o Espírito Santo, e tendo os seus olhos abertos (Núm. 24:3), Deus não o ouviu (Deut 23:5,6) e morreu pelo espada do povo de Deus (Núm. 31:8; Josué 13:22). Por Balaão ser um adivinho declarado e alguém que era um exemplo de tropeços e abominações (Apoc 2:14), de engano (Judas 1:11) e de erro (II Pedro 2:15) mas um que recebeu a Palavra do Senhor pelo Espírito Santo, podemos concluir que os dons extraordinários podem ser manifestos por incrédulos.

Falsos cristos e falsos profetas podem imitar os dons extraordinários de sinais e prodígios (Mat. 24:24) e os dons de profetizar, fazer curas e falar ousadamente ao ponto de convencer uma multidão (Apoc 13:1-8; 19:20). Mas, apesar da grandeza dos convincentes sinais e prodígios que estes farão, ainda são falsos cristos e falsos profetas. Mesmo que Deus permitirá tais obras, não é prova que são do Espírito Santo. Pela evidência destes muitos a manifestarem obras similares aos dons extraordinários podemos concluir que nem todo sinal e prodígio é de Deus e nem todos que os fazem são Cristãos.

Janes e Jambres resistiram o homem de Deus, eram homens encantadores e sábios dos meios mundanas. Eles eram homens corruptos de entendimento e réprobos quanto a fé (II Tim 3:8). Mesmo assim eles imitaram alguns sinais e alguns dos dons especiais dados por Deus ao Moisés para provar que a sua missão era de Deus (Êx. 7:10-22; 8:5-7). Por homens corruptos conseguirem a operar sinais e dons especiais podemos concluir que nem todo sinal ou prodígio é do Espírito Santo. Nem podemos afirmar que somente são os verdadeiros que podem faze-los.

Expulsar demônios em nome de Cristo, profetizar em nome de Cristo e fazer muitas maravilhas no nome de Cristo são evidências dos dons extraordinários dados aos discípulos (Mat. 10:1,8; Atos 4:30). Porém, esses dons extraordinários podem ser operados também por aqueles que não são de Deus (Mat. 7:22,23; Luc. 13:26,27). Nem todos que fazem maravilhas irão ao céu. Existem os que praticam os dons extraordinários que fazem iniquidade. Por existir a possibilidade de ímpios expulsarem demônios e fazer outras maravilhas, podemos concluir que os dons extraordinários do Espírito Santo podem ser manifestos pelos incrédulos.

Porém, o fruto do Espírito Santo é diferente dos dons do Espírito Santo. O fruto é somente do Espírito Santo e nunca é imitado ou vem de qualquer outra fonte. O fruto verdadeiro do Espírito Santo é exclusivamente para os que são chamados eficazmente por Deus ao arrependimento e à fé em Cristo (Atos 2:38,39). São estes que tenham uma nova natureza pela regeneração (Tito 3:5-7). Somente os que tem o interior mudado pela regeneração podem ter o fruto da nova natureza santa que é do Espírito Santo.

Pelo fruto do Espírito Santo ser somente de Deus, Jesus ensinou que conhecemos uma árvore pelos “frutos” (Mat. 7:20). Tiago ensinou a mesma verdade dizendo que de um mesmo manancial não vem água doce e amargosa (Tiago 3:11). A figueira não produz azeitonas, nem a videira figos (Tiago 3:12; Mat. 7:16). Os dons extraordinários podem ser exteriorizados até por incrédulos, mas o fruto vem somente do Espírito Santo que o produz no coração do Seu povo.

Temos a instrução de provar a todo o espírito (I João 4:1). A prova não é pelos prodígios que podem ser manifestos, pelas profecias que podem ser declaradas, pela companhia que alguém pode ter ou pelas curas que podem ser efetuadas. A prova é pelo fruto. O fruto correto é uma vida dirigida pela doutrina bíblica (I João 4:2,3). Tendo uma vida conforme a sã doutrina, em espírito e em verdade, é prova suficiente que alguém é de Deus. A vida obediente à doutrina será uma vida em conformidade ao obediente Jesus. Essa é uma prova divina que alguém é de Deus (Romanos 8:29). Verdadeiramente, pelos “frutos”, e não pelos dons extraordinários, os verdadeiros são conhecidos (Mat. 7:20).

Pela possibilidade dos dons extraordinários serem manifestos até pelos incrédulos, e pela singularidade do fruto do Espírito Santo ser somente com os em Cristo podemos destacar uma grande diferença dos dons extraordinários do fruto do Espírito Santo. Podemos concluir também que o fruto do Espírito Santo é “mais excelente” dos dons extraordinários (I Cor. 12:31-13:13).

A Sua Duração

É edificante examinar a diferença da duração dos dons extraordinários com a duração do fruto do Espírito. O que é eterno é maior e melhor do que é temporário. Por ser melhor o eterno somos exortados a ajuntar nossos tesouros no céu (Mat. 6:19,20).

Com o único propósito de superar as necessidades das igrejas apostólicas foram dados os dons extraordinários de sinais (línguas, milagres, curas, etc.) e de profecia (revelação direita aparte da Bíblia). Por causa de uma necessidade temporária entendemos que eram para o tempo apostólico somente (Crisp, p. 100, 101).

Jesus prometeu que o Espírito Santo séria enviado após Ele em nome do Pai para ensinar aos apóstolos “todas as coisas” (revelação completa) e fará que os apóstolos lembrassem “de tudo” quanto Jesus os tinha dito (inspiração) – João 14:26; 15:15. No dia que os apóstolos receberam “todas as coisas” e foram lembrados de “tudo” pelo Espírito Santo, tanto a revelação quanto o tempo necessária desses dons extraordinários de profecia, dos sonhos e das visões se completaria (I Cor. 13:10). A duração dos dons extraordinários de profecia era até completara o seu propósito.

Os dons extraordinários de sinais (línguas, milagres, curas, etc.) foram úteis para confirmar o ofício de apóstolo (II Cor. 12:12), que a sua mensagem era de Deus (Mar 16:17, 18,20, “confirmando a palavra com os sinais que se seguiram”; Hebreus 2:3,4), e para ajudar aos apóstolos a pregarem o Evangelho (Romanos 15:18,19). Com a revelação sendo completa, a necessidade dos dons extraordinários de sinais foi aniquilada (I Cor. 13:10). Tendo a revelação completa sabemos quem é de Deus e qual a mensagem de Deus (Atos 17:11; II Tim 3:16,17; Hebreus 4:12; I João 4:1-3). Não precisamos os dons extraordinários de sinais hoje para confirmar a mensagem. O Espírito Santo ainda ajuda-nos hoje a pregar, mas, essa ajuda não é pelos dons extraordinários. O ministério do Espírito Santo hoje é pela Sua graça e pela Sua operação de despertamento, de convencimento, de iluminação e de regeneração pela Palavra de Deus no coração dos que serão salvos. Portanto, o tempo útil dos dons e sinais foi relativamente curto.

O fruto do Espírito Santo, que é o dom geral do Espírito Santo, porém, é para todo Cristão continuamente (Romanos 8:9,14; I Pedro 4:10). O fruto do Espírito Santo em geral continua enquanto tiver o Espírito Santo. Manifestações do fruto que são somente necessários para nós na terra (fé, esperança, temperança) cedem a sua importância às manifestações do Espírito Santo que são eternas (amor, gozo, paz). A duração do fruto do Espírito Santo, em geral, é eterna.

A duração dos dons extraordinários sendo curta e a do fruto do Espírito Santo sendo eterna revela uma diferença entre eles. Os dons extraordinários são inferiores ao fruto do Espírito quando considerado o tempo útil de cada um. Entendendo a duração dos dois podemos entender que o amor é “mais excelente” que os “melhores dons” (I Cor. 12:31- I Cor. 13:13).

O Seu Proveito

Comparando o proveito espiritual entre o fruto do Espírito e os dons extraordinários pode ser bom para o servo do Senhor. O Cristão sincero deve querer seguir o que mais conforma ele na imagem do seu Salvador.

É verdade que os dons extraordinários podem ser usados como meio de glorificação pessoal e podem ser mal entendidos pelo povo. Na igreja em Corinto houve problemas entre os irmãos justamente por causa dos dons extraordinários. Pelos dons chamar atenção muitos por ciúmes quisera-os. O apóstolo Paulo precisava ensinar que os dons extraordinários eram dados particularmente pelo Espírito Santo e que não eram procurados por todos que tinha-os (I Cor. 12:4-10, 12-31). Pelas descensões, contendas, ciúmes e partidarismo entre os cristãos em Corinto, podemos entender melhor que os dons extraordinários poderiam ser usados como meio de glorificação pessoal (I Cor. 3:3-5). Os dons extraordinários poderiam ser mal-entendidos também. Simão, o mágico, viu os dons extraordinários e entendia erradamente que poderiam ser comprados pelo dinheiro (Atos 8:18,19). Em Lystra, os dons extraordinários foram confundidos com as obras dos Deusas falsos (atos 14:11-13). É verdade que esses últimos dois exemplos mostram que os dons extraordinários foram mal interpretados pelos não crentes. Todavia se relembrando que os dons extraordinários foram usados como meio de glorificação pessoal pelos crentes, se pode entender que até os cristãos mal entendiam o uso dos dons extraordinários.

O fruto do Espírito Santo, em contrapartida, previne-se de abusos de fins egoísticos. O apóstolo Paulo descreveu aos Coríntios como o amor é mais excelente do que os melhores dons (I Cor. 12:31). O amor é mais excelente do que os melhores dons pela qualidade de que ele “não se ensoberbece” (I Cor. 13:4), “não busca os seus interesses” (I Cor. 13:5), “e tudo sofre” (I Cor. 13:6). O apóstolo Paulo também ensinou Timóteo que aquilo que vem da carne “para pouco aproveita”, mas, a piedade, que é particularmente a obra do Espírito, “para tudo é proveitosa” (I Tim 4:8). “A ciência incha, mas o amor edifica” (I Cor. 8:1).

Examinando o mal uso e o mau entendimento que os dons extraordinários podem causar, e examinando o proveito da obra do Espírito pelo Seu fruto podemos concluir que o fruto do Espírito Santo é superior aos dons extraordinários.

O Seu Recebimento

Séria edificante para determinar quem recebeu os dons extraordinários com quem recebeu o fruto do Espírito Santo. Com uma comparação pode-se determinar as diferenças vastas e importantes entre eles. Sabendo quem recebeu os dons extraordinários e o fruto do Espírito Santo podemos ser edificados a procurar o melhor.

Os dons extraordinários eram distribuídos aos discípulos somente (Mat. 10:1,7,8; Mar 3:15; Luc. 10:9). Os sinais extraordinários eram para seguir “aos que crerem” (os discípulos - Mar 16:17,18). Os sinais não eram para seguir os que crêem ou crerão mas aos com quem Cristo estava dando ordens particularmente, ou seja, os discípulos. Séria muito edificante estudar pelo Novo Testamento e examinar cada caso dos dons extraordinários e dos sinais extraordinários sendo feitos. Tal estudo revelará que os dons e sinais extraordinários foram praticados ou nas suas presenças, ou pelos próprios discípulos, os apóstolos, Cristo, os anjos e pelos testemunhas (Apoc 11:3) ou pelos servos especiais (Zacarias, Luc. 1:67; sacerdote, João 11:51; Agabus, Atos 21:10,11). É singular notar que não foram praticados em todos os cultos normais de todas as igrejas verdadeiras existentes por todos os Cristãos em geral. Foram praticados em ocasiões especificas por pessoas determinadas por tempo limitado.

O fruto do Espírito Santo, em comparação, é para todos que estão em Cristo (Romanos 8:9,14; Gal 4:6; 5:24; I João 3:24). A regeneração é efeito do Espírito Santo (João 3:5; Tito 3:5,6). Os que não tem o Espírito, não são de Cristo (Romanos 8:9; Judas 1:19-21). Aos membros da igreja em Corinto foi dito, “vós sois o templo de Deus e que o Espírito de Deus habita em vós” (I Cor. 3:16; 6:19). A mesma foi entendida por João quando ele escreveu, “Maior é o que está em vós do que o que está no mundo.” (I João 4:4). São os Cristãos em geral que foram selados com o Espírito Santo da promessa (Efés. 1:13, 14) e em Quem eles são juntamente edificados para morada de Deus (Efés. 2:22). Todos os cristãos têm o Espírito Santo; são selados por Ele e, por Ele, transformados na imagem de Cristo.

Enquanto o fruto do Espírito Santo nunca falha (I Cor. 13:8) e o temor e a obediência estão com toda a alma regenerada (Atos 2:41-43), os sinais e as obras extraordinários eram sinais de apostolado (II Cor. 12:12) e eram feitos somente por estes (Atos 2:43) ou na presença deles. Pelo fruto do Espírito Santo ser para todos os regenerados para todo o tempo, ele é superior daquele que é somente para alguns por um tempo limitado.

Aviso: Não busque os dons extraordinários, mas busque Cristo. Por Cristo vem a salvação (João 14:6), a nova natureza (II Cor. 5:16), e a eterna aceitação com Deus (Efés. 1:6:2:14). Os dons eram somente dados para alguns para destacar a pessoa de Cristo e a mensagem de Cristo. Todavia pelo fruto do Espírito Santo somos salvos (Efés. 2:8,9). Crede na pessoa de Cristo e na Sua mensagem! Não seja desviado do essencial, o Cristo, pelos meios empregados por Deus para falar de Cristo em uma época específica somente por alguns em particular. Tem Cristo? Eis a importância. Por Ele é manifesta a obra do Espírito Santo na sua vida.

O Seu Propósito

Seria edificante para o aluno da Palavra de Deus comparar o propósito dos dons e o propósito do fruto do Espírito Santo. Tanto os dons quanto o fruto são de Deus mas vieram com propósitos não iguais.

O propósito dos dons extraordinários era de confirmar. O propósito dos dons extraordinários confirmava que a palavra pregada por Cristo, os discípulos e os apóstolos era verdadeiramente a Palavra de Deus e não uma invenção particular. Confirmavam a autoridade deles também. As obras extraordinárias confirmaram a Palavra de Deus pregada. A doutrina ensinada por Cristo era admirada por ser “com autoridade” (Luc. 4:31,32). Quando Cristo repreendeu um demônio imundo não foi a obra que foi glorificada mas a “palavra” de Cristo (Luc. 4:33-36). A Palavra foi confirmada com as obras extraordinárias que A acompanhou. Na cura de um lepra por Jesus, a obra extraordinária propagava a fama de Cristo (Luc. 5:12-15). A fama de Cristo aumentou por causa da obra que confirmou o Seu poder divino. A obra extraordinária confirmou que Cristo tinha o poder de Deus. Na cura de um paralítico por Jesus, a obra extraordinária confirmou a divindade de Cristo (Luc. 5:17-26). Pela obra extraordinária o povo “ficaram maravilhados, e glorificaram a Deus; e ficaram cheios de temor”. A obra extraordinária confirmou que Cristo era o próprio Deus (Luc. 5:21-24). Na cura no sábado de um homem com uma mão mirrada, a obra extraordinária confirmou a autoridade de Cristo (Luc. 6:6-11; v 5, “O Filho do homem é Senhor até do sábado”; João 5:36, “as mesmas obras que eu faço, testificam de mim, que o Pai me enviou”). Pelos dons extraordinários, a palavra foi confirmada, o poder de Cristo testemunhado, a divindade de Cristo exaltada e a autoridade de Cristo manifesta. O que foi destacado não foi os dons extraordinários, mas a pessoa de Cristo e as Suas qualidades.

O propósito dos dons extraordinários era para ser útil (I Cor. 12:7, “a manifestação do Espírito é dada a cada uma, para o que for o útil”). A utilidade dos dons extraordinários é vista pois confirmava a palavra ou o mensageiro vindo de Deus. Os dons extraordinários poderiam ser edificantes (I Cor. 14:3-5,12,26, “faça-se tudo para edificação”). A edificação provida pelos dons extraordinários é quando entendemos que a verdade confirmada foi aceita como de Deus. Os dons extraordinários em si não era nem úteis nem edificantes, mas foram proveitosos pois confirmava a palavra e o mensageiro de Deus.

O propósito do fruto do Espírito não é para confirmar uma obra qualquer, uma pessoa em particular ou a autoridade de Cristo. O propósito do fruto do Espírito é provar a verdadeira espiritualidade. Esse é um propósito “mais excelente” do que o dos dons (I Cor. 12:31). Se tivessem línguas, profecias ou um sacrifício pessoal sem o fruto do Espírito Santo, tudo seria sem proveito (I Cor. 13:1-3). Pelo fruto do Espírito Santo a verdadeira espiritualidade é conhecida ao ponto que, pelo amor, o fruto do Espírito, “todos conhecerão que sois meus discípulos” (João 13:35). Pelo fruto do Espírito, e não pelos dons extraordinários, a religião pura e imaculada é testemunhada (Tiago 1:27). Pelo fruto do Espírito a boca da ignorância dos homens insensatos é tapada (I Pedro 2:15). Pela união com o Pai, o Filho e os discípulos “o mundo creia que Tu Me enviaste”, e não pelos dons extraordinários (João 17:21). O propósito do fruto do Espírito, pela obediência, é ter o amor de Deus verdadeiramente aperfeiçoado (I João 2:5-10; 3:10). O Tito nos ensina que os que crêem em Deus procuram aplicar-se, não as obras extraordinárias, mas, às boas obras porque estas coisas são boas e proveitosas aos homens (Tito 3:8; Efés. 2:10). A vida casta, em temor a Deus, prega alta é ganha os incrédulos que a consideram (I Pedro 3:2-6).

Estudando o propósito dos dons extraordinários e o propósito do fruto do Espírito Santo podemos concluir que o propósito do fruto é melhor. Mesmo que os dons extraordinários têm propósitos divinos e podem originar de Deus, eles são superados por aquilo mais excelente: o fruto do Espírito Santo. Se os dons não foram operados com amor, nada aproveitariam e seriam inúteis. Porém, o amor nunca falha (I Cor. 13:8) e a piedade é proveitosa para todos as coisas (I Tim 4:8) tanto para agora quanto para a eternidade. vPortanto, para nossa edificação, e pela edificação da igreja, procuraremos o “mais excelente”. O fruto do Espírito é manifesto somente pelo salvos verdadeiramente (Mat. 7:20; Romanos 8:9) enquanto os dons extraordinários podem ser manifestos pelos incrédulos. A duração do fruto é eterno (I Cor. 13:13), mas os dons extraordinários são para um tempo específico somente: a época dos apóstolos. O proveito dos dons pode ser para auto-glorificação (I Cor. 12:1-31; 3:3-5), mas o do fruto previne desses exageros (I Cor. 13:4-7). O recebimento dos dons era para pessoas em particular e não todos os cristãos, mas o fruto é para todos em Cristo (Gal. 4:6). A verdadeira espiritualidade não é pelos dons, mesmo que estes podem apontar ao Cristo, mas é pelo fruto do Espírito Santo em amor.

Procure ser controlado pelo Espírito Santo em tudo e procure a capacidade que vem de Deus para fazer a obediência amorosa devida. Assim não faltará nada na sua vida espiritual e Cristo será testificado e glorificado pela sua vida. Tem coisa melhor do que isso?

o previlegio de ser mãe

| Índice | 01 | 02 | 03 | 04 | 05 | 06 | 07 | 08 | 09 | 10 | 11 | 12 | 13 | 14 | 15 | 16 | 17 | 18 | 19 | 20 | 21 | 22 | 23 | 24 | 25 | 26 | 27 | 28 | 29 | 30 | 31 | 32 | 33 | 34 | 35 | 36 | 37 |
Os Benefícios de Ter Filhos
Jim West

Escrever sobre “Os Benefícios de Ter Filhos” é como escrever sobre os benefícios de adquirir as minas do Rei Salomão ou herdar a riqueza de Bill Gates. O assunto deveria ser óbvio. Que esse freqüentemente não é o caso mostra não somente um discernimento medíocre, mas uma visão não-pactual da família, onde Deus pactua para abençoar a nós e aos nossos filhos (Sl. 102:28; Gn. 18:19).

A Bíblia apresenta os filhos dos crentes de forma positiva, especialmente no ministério do Senhor Jesus Cristo. Eles recebem proeminência como sendo o capital espiritual e econômico do povo de Deus. Há muitas metáforas impressionantes que anunciam essa verdade.

Metáforas para Filhos

Comecemos com a figura de filhos como bens da conta ativa do povo de Deus. No Salmo 127, o Espírito Santo reúne dois descritores econômicos: “herança” e “galardão”. Não há nada dito diretamente sobre riqueza monetária: uma família temente a Deus é rica o suficiente! Nossos filhos são uma “herança” não simplesmente porque nos são dados como um galardão, mas eles mesmos são o galardão. Eles não são dinheiro no banco, mas o próprio banco!

Isso significa que eles são uma “herança” (dom) pertencente ao Senhor, e generosamente dada ao povo de Deus. Em adição, nossos filhos são “recompensa” de Deus. Uma recompensa da parte de Deus é um pagamento generoso, que mostra que os filhos são bens ativos, e não dívidas. De fato, a santidade da palavra “galardão” é ilustrada por Gênesis 15:1, onde Deus fala de si mesmo como nosso “grandíssimo galardão”. Não somente o Doador do dom é Ele mesmo o Dom, mas nossos filhos são dignificados pela palavra “galardão”.

A palavra “herança” no Salmo 127 descreve comumente a terra de Israel, que era uma terra de leite e mel, uma terra de promessa. Essa terra era completamente imerecida; ela foi dada pela graça. O mesmo se dá com a palavra “galardão”, que não significa que merecíamos os filhos ou que Deus nos devia. Antes, para parafrasear João Calvino, Deus se fez nosso devedor por Sua graça.

Os filhos são também armamentos ou armas. Lemos no Salmo 127:4: “Como flechas na mão de um homem poderoso, assim são os filhos da mocidade”. Nos templos da Bíblia, o que era um homem poderoso sem flechas? Um arqueiro sem armas é um tigre de papel, um soldadinho de chocolate. Assim como um soldado precisa de armas para ser poderoso, assim um homem necessita de filhos que são sua força.

Os filhos nos beneficiam, especialmente quando são “filhos da mocidade”. Isso não está falando sobre filhos jovens, mas sobre pais jovens. A Bíblia encoraja casar-se cedo (Ml. 2:14-15; Is. 54:6; Gn. 37:2). Uma razão para o casamento na juventude refere-se à ajuda dos nossos filhos quando declinamos em idade. Nossos filhos são nossa Previdência Social! A filha de John Howard Hilton disse-lhe de joelhos, ao lado do seu leito de morte: “Não há bênção maior para os filhos do que ter pais piedosos”. “E", disse o pai moribundo com gratidão, “para os pais ter filhos piedosos”.

Deus também exibe os filhos como uma aljava. Lê-se no Salmo 127:5: “Bem-aventurado o homem que enche deles a sua aljava; não serão confundidos, mas falarão com os seus inimigos à porta”. Aqui, felicidade e aljava cheia vão de mãos dadas. Quantas flechas cabem numa aljava é um assunto para debate. Alguns têm pensado que uma aljava constitui-se de doze flechas. Existe um antigo provérbio alemão: “Muitos filhos fazem muitas orações, e muitas orações trazem muitas bênçãos”. Quando o Rev. Moses Browne teve doze filhos, alguém observou: “Senhor, você tem tantos filhos quanto Jacó”; e ele respondeu: “Sim, e tenho o Deus de Jacó para prover para eles”.

Sem dúvida, isso não significa que as flechas em nossa aljava nasceram tão “retas quanto uma flecha”. Derek Kidner, em seu comentário sobre o Salmo 127, escreve: “… não é atípico das dádivas de Deus que, de início, sejam responsabilidades, na conta passiva, antes de ficarem sendo obviamente bens da conta ativa. Quanto maior a sua promessa, tanto mais provável fica sendo que estes filhos serão apenas uma mão cheia antes de encherem uma aljava”.

Pais de flechas devem endireitar suas flechas, para que voem para o alvo certo. Isso envolve trabalho, amor, paciência e disciplina; assim, nossos filhos são o nosso “capital suado”. À medida que treinamos nossos filhos os caminhos de Deus, haverá tempos quando pensaremos que eles são mais uma mão cheia do que uma aljava cheia. Pode até mesmo parecer que nossas flechas estão voltadas para a direção errada, isto é, contra Deus e mesmo nós. Esse paradoxo é explicado ao ver nossos pedo-bens como um tipo de “gratificação adiada"; plantamos em lágrimas com um saco de sementes, enquanto esperamos trazer os feixes com alegria.

A Alegria dos Filhos

Muitos anos atrás um pai piedoso com muitos filhos jovens disse com tristeza: “A Bíblia fala sobre toda essa alegria de se ter filhos. Ainda estou esperando que essa alegria se apresente. Onde ela está?” O que faz o pai piedoso feliz por ter uma aljava cheia? O Salmo 127 responde: “Não serão confundidos, mas falarão com os seus inimigos à porta”. Ele é “feliz” por ter o que o comentarista luterano Leupold chama de “filhos corpulentos nas portas da cidade.” A porta de uma cidade era onde o povo se reunia para dispensar justiça. O pensamento é que somos “bem-aventurados” por ter filhos que, como advogados, aniquilarão os argumentos dos inimigos de Deus nas portas ("portas” aqui representando o centro judicial ou Câmara Municipal).

É instrutivo que a palavra hebraica para “falarão” no Salmo 127 pode ser traduzida também como “destruirão”. Alguns têm pensado na idéia de “matar” os inimigos na porta, visto que a porta era o alvo primário, sempre que os inimigos sitiavam uma cidade (Gn. 22:17; Gn. 24:60). Em seu Treasury of David, Spurgeon disse dos filhos do Salmo 127: “Eles podem encontrar inimigos tanto na lei como na batalha”. A razão por detrás de tal sabedoria irresistível é a Sagrada Escritura, que faz dos nossos filhos “sábios para a salvação, pela fé que há em Cristo Jesus”.

Um exemplo apropriado de tal sabedoria foi Eduardo VI, o menino-rei da Inglaterra, que colocou “um buraco no tambor” dos seus regentes quando eles instiram que ele permitisse a reintrodução da “idolatria” (os protestantes ingleses do século 16 eram veementes sobre o assunto) por Maria, sua irmã. Quando Eduardo entrou na presença do Concílio, o Lord Tesoureiro caiu diante dele, dizendo que eles permitiriam que Maria reintroduzisse a idolatria. Eduardo perguntou: “É lícito pela Escritura sancionar a idolatria?", ao que o tesoureiro replicou que existiram bons reis em Judá que permitiram postes ídolo e ainda foram chamados bons. Mas a essa resposta inadequada, nosso sábio Eduardo respondeu: “Devemos seguir o exemplo de bons homens quando eles agem corretamente. Nós não os seguimos no mal. Davi era bom, mas seduziu Bate-Seba e assassinou Urias. Não devemos imitar Davi em atos como esses. Não existe nenhum exemplo melhor na Escritura?” Os bispos ficaram em silêncio. Então Eduardo concluiu: “Eu sinto muito pelo reino e pelo perigo que virá disso; espero e orarei por algo melhor, mas o mal não permitirei”.

Um benefício adicional de ter filhos é simbolizado pela figura de “plantas de oliveira” no Salmo 128:3. A figura é provavelmente a multiplicidade de filhos. Essas plantas de oliveira ao redor da nossa mesa não são apenas nossa riqueza, mas também nossa esperança para o futuro. Várias “plantas de oliveira” mostram que uma abundância de filhos não é apenas um sinal de riqueza, mas condena a miopia daqueles que restringiriam esse capital. Se os filhos são riqueza, então a decisão de diminuir essa riqueza pode ser comparada a um homem que envia uma mensagem ao seu banqueiro, pedindo para que ele decline todos os juros futuros sobre os rendimentos do seu dinheiro. Em muitos casos, o casal resolver “não ter mais filhos” é como dizer: “Não podemos receber mais das bênçãos de Deus!” Certamente nenhum ser humano lúcido reclamaria sobre o engrandecimento da sua riqueza!

Benefícios Adicionais: o Lar, a Igreja e o Mundo

Outro benefício de ter filhos é a expectação de ver os “filhos dos nossos filhos” (Sl. 128:6; Pv. 13:22). A benção dos filhos é transgeracional. Nossos filhos são flechas e nossos netos são “flechas das flechas”. Deus nos abençoa com esposas frutíferas, filhos piedosos e “filhos dos filhos”.

O lar cristão é um paraíso encastelado. Como disse Spurgeon: “Antes da Queda, o Paraíso era o lar do homem; desde a Queda, o lar tem sido o Paraíso do homem”. Assim, o Salmo 128 descreve uma família cheia de riqueza e bênção. É uma bela figura da vida no lar. E o Salmo 128 é um Salmo de conforto para aqueles que sofrem fora do casamento; saímos de casa para lutar e então voltamos para casa a fim de encontrar paz. Lembre-se: a palavra hebraica Shalom (paz) descreve nossa prosperidade espiritual e material.

Sem dúvida, seria errado restringir os benefícios de ter filhos ao enriquecimento da família somente. Os filhos beneficiam tanto a igreja como o mundo. Não temos filhos para povoar o inferno ...



Autor: Jim West
Publicado em 2/6/2009 - Faith for All of Life, Maio/Junho 2005, p. 13-14. Fonte: Jesussite
Tradução: Felipe Sabino de Araújo Neto, do site www.monergismo.com
Fonte: www.palavraprudente.com.br

--------------------------------------------------------------------------------

a doutrina da igreja

Daniel A Zuhars, Jr.
A DOUTRINA DA IGREJA
AS ORDENANÇAS DA IGREJA DO SENHOR JESUS CRISTO
INTRODUÇÃO
Mateus 28:18-20, 26:26-29, I Coríntios 11:1-2. Jesus entregou as ordenanças a sua igreja para administrar e guardar. A igreja do Senhor Jesus Cristo só tem duas: o Batismo e a Ceia Memorial. Elas são ordenanças da igreja verdadeira de Cristo. A quem Cristo entregou a Grande Comissão é a quem Ele entregou as duas ordenanças.

Cristo Jesus entregou a Grande Comissão a quem? A promessa (Estou convosco todos os dias, até a consumação dos séculos, Mateus 28:20) que a ela junta-se mostra que Jesus não estava falando com os Apóstolos como indivíduos, porque prometeu sua presença até ao fim dos séculos. Certamente Ele não pensou que os Apóstolos viveriam até ao fim dos séculos. Então, tem que ser que Cristo deu esta comissão a eles numa capacidade oficial ou corporal. Tem que ser que Ele deu a grande comissão aos Apóstolos como constituindo a sua primeira igreja. Uma igreja verdadeira é um corpo de Cristo, a cabeça sempre faz a sua obra através do seu corpo. Uma igreja é chamada também um templo do Espírito Santo, o Espírito dirige a obra de Deus por meio dela, (I Coríntios 3:16). Desde que uma igreja de Cristo é chamada a coluna e firmeza da verdade, a comissão foi confiada a ela para guardar. Além disto, I Coríntios 12:13 diz que o batismo em água (tem que ser na água porque não existe outro batismo para hoje em dia, Efésios 4;4-6, nem igreja universal invisível) é a porta da igreja, segue-se então que as ordenanças foram entregues a igreja. Portanto, a igreja do Senhor Jesus Cristo é o guardador e protetor das ordenanças e só ela tem o direito dado por Cristo para administrá-las.

As ordenanças da igreja de Jesus Cristo são retratos da obra salvadora de Cristo feita na cruz. A igreja dele tem que guardá-las puramente ou desobedecer o seu cabeça, perverter os retratos da obra da salvação, é perder o direito para ser reconhecido como uma igreja verdadeira de Cristo, (Apoc. 2:5).

O BATISMO DO NOVO TESTAMENTO

Quais são os aspectos verdadeiros do Batismo do Novo Testamento? São quatro, vamos observá-los.

1. Imersão. O significado da palavra "batismo" é, sem dúvida nenhuma, imersão (todos os léxicos gregos concordam). A Palavra de Deus mesma mostra o que é o batismo verdadeiro. Jesus foi batizado pela imersão, (Mateus 3:13-17). Quando Ele foi batizado, a Bíblia diz que "Ele saiu logo da água". Tem que estar por dentro da água para sair da água. João O Batista batizou onde teve "muitas águas", (João 3:23). Porque? Não precisa muitas águas para a aspersão, mas, sim para a imersão. Filipe levou o eunuco à água para batizá-lo, (Atos 8:38-39). A Bíblia diz que "desceram ambos à água". Quando o batismo é pela aspersão a pessoa não tem que descer à água nem sair. O símbolo do batismo bíblico requer imersão para mostrar um sepultamento e ressurreição. O batismo do Novo Testamento é pela imersão!

2. Símbolo. O Batismo é para simbolizar o Evangelho: a morte, o sepultamento, e a ressurreição de Jesus Cristo. Sabemos que batismo não é para a salvação nem regeneração da alma, porque Jesus se batizou, mas não para se salvar. Porém, Cristo mostrou no seu batismo a obra da salvação que ia fazer; sua morte, seu sepultamento, e sua ressurreição, (cumprir toda a justiça para seu povo, Mateus 3:15).

A Bíblia diz que o pecador é salvo pela fé em Cristo e na obra que Ele fez no calvário para salvar o pecador, (Atos 16:31, II Coríntios 5:21, Gálatas 2:16); não pelas boas obras da lei. O batismo é uma figura (I Pedro 3:20-21) para mostrar a salvação do convertido, sua morte para o pecado, e sua ressurreição para a justiça, (Romanos 6:1-6, Gálatas 3:27, Colossenses 2:12). O batismo do Novo Testamento é a confissão da nossa fé.

Estamos batizados no nome do Pai, do Filho, e do Espírito Santo. Isto mostra que nossa salvação é a obra do Deus Triuno. Deus o Pai elegeu seu povo para salvar antes da fundação do mundo, Deus o Filho remiu este povo elegido do Pai na cruz, e Deus o Espírito Santo chama este povo elegido para a salvação. Tudo isto estamos figurando em nosso batismo.

Por isso, não podemos aceitar o batismo de qualquer igreja que batiza criancinhas e/ou que prega que batismo salva. Se aceitarmos o batismo delas estaríamos aprovando a doutrina falsa, porque o batismo é a expressão da doutrina da igreja batizadora.

3. Candidato. Só a pessoa salva já deve se batizar. A pessoa que tem pela fé a certeza da salvação pelo sangue de Cristo derramado na cruz é qualificada para se batizar. Não há no Novo Testamento nenhuma ocasião que alguém foi batizado sem fé em Cristo como seu salvador. No dia de Pentecostes a primeira igreja somente batizou pessoas salvas, (Atos 2:41). Quando Jesus se batizou por João O Batista já era filho de Deus. O símbolo da ordenança exige fé por parte do batizando. O batismo significa a morte para o pecado e a ressurreição para andar em novidade da vida. Portanto, devemos batizar somente os salvos.

O batismo da criancinha, por esta razão, é proibido. Não há nem cheiro do batismo de criancinhas na Bíblia.

4. Autoridade. O Senhor Jesus Cristo andou mais ou menos 100 quilômetros para ser batizado por João O Batista, (Mateus 3:13). Seria muito mais fácil pedir um dos irmãos da Galiléia para batizá-lo. Mas, não foi isto que Jesus fez! Porque? Porque João era o único homem autorizado por Deus para dar o único batismo autorizado por Deus. Todos os Apóstolos eram batizados por João O Batista. Jesus formou e fundou sua primeira igreja dos batizados por João O Batista. Este batismo é o único batismo reconhecido por Deus. O Senhor Jesus Cristo entregou este batismo de João O Batista a sua igreja para administrar e guardar. É só ela que tem o batismo autorizado e reconhecido por Deus. A Igreja Católica tem um batismo pervertido. Todas as Igrejas Protestantes tem o batismo da sua mãe (igreja católica) que é pervertido. As Igrejas Batistas que aceitam a imersão (ou aspersão) feita por uma destas igrejas (ou o batismo duma destas igrejas batistas que aceita o batismo das igrejas falsas) estão aceitando o batismo da Grande Prostituta. Por esta razão, não são mais Igrejas Batistas Verdadeiras do Senhor Jesus Cristo, e não podemos aceitar mais o batismo duma igreja batista assim. Ninguém tem o direito para mudar o batismo do Novo Testamento de jeito nenhum. "O batismo de João donde era? Do céu, ou dos homens?" Meu amigo, tem que decidir! Temos o direito para fazer e ser somente o que nosso Deus manda e quer. Vamos seguir Ele em tudo pela graça. "A esse glória na igreja, por Jesus Cristo, em todas as gerações, para todo o sempre. Amém."

A CEIA MEMORIAL DO SENHOR JESUS CRISTO

Mateus 26:26-30, Marcos 14:22-26, Lucas 22:19-20, I Coríntios 11:23-31. A Ceia Memorial do Senhor Jesus Cristo é uma das duas ordenanças da igreja. A Ceia de Cristo foi instituída na véspera da sua traição e crucificação. Cristo mandou sua igreja observá-la "até que venha."

1. O Símbolo da Ceia. Jesus Cristo disse na noite que instituiu a Ceia Memorial, "Fazei isto em memória de mim." A Ceia do Senhor é para o salvo lembrar o que Jesus fez por ele na cruz. Estamos mostrando como é que fica a nossa salvação em Cristo; que Cristo, o perfeito Filho de Deus e do Homem, derramou seu sangue para nos salvar. A Ceia é comemorativa, memorial, simbólica, e pregadora da nossa salvação em Cristo Jesus. Cada vez que uma igreja celebra a Ceia, ela está anunciando a morte de Cristo novamente. Vamos estudar os símbolos da Ceia do Senhor Jesus Cristo.

A. "Jesus tomou o pão, e abençoando-o, o partiu, e o deu aos discípulos, e disse: tomai, comei, isto é o meu corpo, Mateus 26:26." O pão é o retrato do corpo perfeito de Jesus. O pão da Ceia não é o corpo verdadeiro (literal) de Cristo, nem Cristo está presente no pão invisivelmente. Mas, o pão é só o símbolo do Cristo perfeito.

O pão asmo representa a encarnação do Senhor Jesus. "Cristo se fez carne, e habitou entre nós, e vimos sua glória, como a glória do unigênito do Pai, cheio de graça e de verdade," João 1:14. Cristo deixou a glória do céu, nasceu de uma virgem, tomou o corpo humano, e viveu entre os pecadores voluntariamente.

O pão da Ceia é o pão asmo que significa pão sem fermento, (fermento na Bíblia significa pecado e heresia). Jesus Cristo, o Filho do Homem, viveu uma vida santa e perfeita. Jesus obedeceu a lei e os mandamentos de Deus perfeitamente. Jesus andou no mundo pecaminoso sem pecar nenhuma vez, era puro em conduta e doutrina. Cristo Jesus ganhou a justiça através da sua vida santa que o pecador não tem, nem pode obter, mas precisa. O Senhor Jesus Cristo é a justiça do crente pela fé. (Gálatas 2:16, Filipenses 3:9, I Pedro 3:18). Jesus partiu o pão da Ceia significando que Ele ia se sacrificar na cruz por seu povo; Ele é nosso substituto de justiça.

B. "E, tomando o cálice, e dando graças, deu-lho, dizendo: bebei dele todos, porque isto é o meu sangue," Mateus 26:27-28. O fruto da vide é o retrato do sangue de Cristo derramado na cruz. O fruto da vide da Ceia não é o sangue verdadeiro (literal) de Cristo, nem Cristo está presente no fruto da vide invisivelmente. Mas, o fruto da vide é só o símbolo do sangue de Cristo derramado pelo pecador.

O fruto da vide representa que Cristo derramou seu sangue para tirar os pecados do seu povo. Cristo sofreu a pena da lei de Deus (que é morte e o inferno) pelo pecador. Cristo tomou em se mesmo os pecados do seu povo e pagou o preço deles todo. Cristo ganhou o perdão do pecador na cruz derramando seu sangue. (Romanos 5:9, Apocalipse 1:5).

A Bíblia diz em toda parte que é só o sangue de Cristo que pode lavar, purificar, e dar perdão ao pecador das suas iniqüidades. (I Pedro 1:18-19).

C. Jesus chamou o sangue dele, (o fruto da vide que representa seu sangue): "O Sangue do Novo Testamento, que é derramado por muitos, para a remissão dos pecados," Mateus 26:28. A palavra "testamento" significa pacto e contrato. Jesus Cristo fez o contrato com seu Pai que garante a salvação do dos eleitos ("diz por muitos") pelo seu precioso sangue. O sangue de Cristo derramado na cruz é a garantia e segurança eterna da salvação dos eleitos do Pai. Nunca mais o salvo pode entrar na condenação, porque é salvo eternamente pelo precioso sangue de Cristo da ira de Deus.

A Ceia Memorial mostra em forma de símbolo que a salvação do salvo é completa. Jesus Cristo tomou em se mesmo nossos pecados e nos dá a justiça ganha pela sua vida perfeita. (II Coríntios 5:21).

Como é que o pecador perdido possa ter esta justiça e perdão de pecado? É somente pela fé em Cristo como seu Salvador. Jesus disse, quando instituiu a Ceia, "Tomai, comei o pão e bebei o fruto da vide." Sabemos então, que o pecador pode ser salvo pela fé em Cristo que fez a obra salvadora da cruz. (Atos 16: 31, Apocalipse 22:17).

D. Jesus Cristo disse que a Ceia Comemorativa deve ser observada "até que venha." A Ceia é uma lembrança que o Salvador terminou sua obra de salvação e "assentou-se à direita de Deus," Marcos 16:19. A Ceia é a lembrança da ausência física do Salvador entre seu povo. Um dia Ele virá e estará conosco novamente e o retrato da Ceia dará lugar ao literal.

2. Comer e Beber Indignamente. O abuso da Ceia do Senhor é coisa séria. O abuso da Ceia nos deixa sujeitos a correção divina (I Coríntios 11:29-30). A ordenança do batismo não tem esta pena ajuntada. A Ceia é uma ordenança santificadora, porque temos que andar de uma maneira digna para participar dela. Esta ordenança é ser repetida continuamente, por isso o participante dela tem que viver continuamente fiel a Cristo. Devemos aproximar-nos a Ceia com muito cuidado e respeito. A Ceia do Senhor Jesus é para quem então? Encontramos a resposta desta pergunta em Atos 2:40-42.

A. Uma pessoa salva. A Ceia não é para o descrente.

B. A pessoa batizada corretamente. (veja a parte deste livro acerca o batismo verdadeiro). É por isto que os batistas aceitam a doutrina da ceia restrita. Eles sabem que os protestantes não tem batismo verdadeiro.

C. "Naquele dia agregaram-se quase três mil almas." As pessoas que foram salvas no dia de Pentecostes foram acrescentadas à igreja em Jerusalém, que significa tornaram-se membros da igreja em Jerusalém. Estas pessoas salvas não tomaram a Ceia até se tornaram membros da igreja em Jerusalém. É mais uma prova que a Ceia deve ser restrita.

D. A pessoa sã na fé, (as Escrituras dizem que eles perseveram na doutrina dos Apóstolos). Mas uma vez, é por isso que a Ceia tem que ser restrita. Porque, as igrejas falsas não tem a doutrina dos Apóstolos.

E. A pessoa em comunhão com os outros irmãos, (aqueles que perseveram na comunhão). O irmão culpado de heresia (Romanos 16:17, I Timóteo 6:3-5, Tito 3:10-11)) e/ou ofensas morais (I Coríntios 5:1-7, II Tessalonicenses 3: 6, 14) não está em comunhão com os irmãos da igreja e deve ser disciplinado (excluído) da igreja. Se deixar qualquer irmão tomar a Ceia (Ceia Aberta) na igreja onde não é membro, tudo isto pode acontecer, porque a igreja não tem direito para disciplinar (excluir) tal irmão. Se fosse Ceia Aberta, um irmão disciplinado poderia tomar a Ceia na igreja que disciplinou-o. Mas, Paulo disse não deve comer com tal irmão, (I Coríntios 5:11). Por esta razão também, a Ceia tem que ser restrita. Quando uma igreja tem divisões, dissensões, e contendas, indica que ela não tem a comunhão falada aqui, por isso não é para tomar a Ceia do Senhor assim, (I Coríntios 11:19-20). Só depois de tudo isto em Atos 2: 40-42, foi que estas pessoas partiram o pão (A Ceia) com os outros da igreja em Jerusalém.

F. Quando o Senhor Jesus Cristo instituiu a Ceia, somente os onze apóstolos estavam presentes com ele, (Judas Iscariotes já tinha se retirado, João 13:21-31). Jesus não convidou sua mãe, nem os outros seguidores dele em Jerusalém, nem o dono da casa onde instituiu sua Ceia para participar com eles. Porque? Porque a Ceia dele não foi para ninguém mais, nem menos, do que sua igreja (local e visível) e seus membros. Portanto, A Ceia tem que ser restrita e não aberta.

G. A Ceia do Senhor é para os membros de uma igreja particular. Uma igreja é chamada em I Coríntios 10:16-17, um só pão. Estes versículos revelam o fato que uma igreja (corpo particular, local, visível) é uma comunidade unida que se manifesta pelos membros participando de um só pão. Somente uma igreja local e visível pode mostrar isto, uma igreja ca a Ceia aberta não pode.

H. Todos os irmãos de uma Igreja Batista tem que se examinar pessoalmente também, (I Coríntios 11:28). Só o irmão pode examinar o seu próprio coração, motivos, atitude, e pensamentos, e assim comer deste pão e beber deste cálice. Desobedecer uma das regras (ou algumas ou todas) é comer e beber a Ceia indignamente. A correção do Senhor por esta ofensa pode ser doente e até a morte. I Coríntios 11:29-30



Autor: David Alfred Zuhars, Jr.
Pastor David Zuhars
PRIMEIRA IGREJA BATISTA DO JARDIM DAS OLIVEIRAS
Rua Dr. João Maciel Filho, 207: 60.821-500 Fortaleza, CE
o Fonte: www.PalavraPrudente.com.br

--------------------------------------------------------------------------------

sobre o batismo no espirito santo

Daniel A Zuhars, Jr.
A DOUTRINA DA IGREJA
o BATISMO NO ESPÍRITO SANTO
INTRODUÇÃO
Mateus 3:11, Marcos 1:8, Lucas 3:16, João 1:33, Atos 1:5, 11:15-16. Estas seis passagens são as únicas na Bíblia que falam do Batismo no Espírito Santo. Há mais duas que descrevem o Batismo no Espírito Santo, Atos 2:1-13, 10:44-48.

IDEAS FALSAS DO BATISMO NO ESPÍRITO SANTO

1. O Batismo no Espírito Santo para muita gente (Pentecostal) é uma coisa que vem após a salvação chamado a segunda bênção ou a santificação inteira. O povo que acredita nisto diz que recebe os dons espirituais e/ou a exterminação de pecado inteiramente da vida. Só pensar nisto por um minuto mostra que não pode ser a verdade sobre a vida do crente ainda no mundo. A exterminação da natureza velha e pecaminosa do crente é uma coisa ridícula, porque a Bíblia diz que é uma impossibilidade enquanto estamos nesta carne. I João 1:8-10, 2: 1-2 fala que o salvo que acha que não peca mais (claro que o salvo não tem prazer em pecar) está se enganando e mentindo. O Apóstolo Paulo negou isto em Romanos 7. O pensamento do Apóstolo Paulo sobre a sua vida mostra esta grande verdade. Cedo no ministério de Paulo, ele disse de si mesmo que era o menor dos Apóstolos (I Cor. 15:9), mais tarde ele disse de si mesmo que era o mínimo de todos os santos (Efés. 3:8), e no fim da vida dele, ele disse de si mesmo que era o principal dos pecadores (I Tim. 1:15). O mais perto que o salvo anda com Cristo, o mais que reconhece seus pecados.

Outras vezes a gente carismática (pentecostal) diz que quando o crente é batizado no Espírito Santo que recebe os dons espirituais (falar nas línguas estranhas, curar doenças, expulsar demônios, receber visões, profecias e ciências). Nenhuma pessoa pode negar que Deus deu-os a sua igreja daquela época, mas dizer que é para hoje em dia não está certo. Porque Deus deu-os então? O Novo Testamento não estava escrito ainda naquele tempo e Deus deu estes dons a sua igreja daquele tempo para autenticar, dedicar, aprovar, e autorizar sua primeira igreja no mundo até chegasse a Bíblia escrita e completa. Não é preciso mais estes dons porque agora temos o Novo Testamento completo para autenticar e identificar a igreja verdadeira de Cristo e a sua doutrina. É isto mesmo que Cristo prometeu fazer em João 16:12-15 e o Apóstolo Paulo diz que estes dons espirituais iam cessar quando o Novo Testamento seria escrito em I Coríntios 13:8-11. O Novo Testamento está escrito, portanto sabemos que os dons espirituais já cessaram e temos tudo necessário (o Velho e Novo Testamentos) para autenticar a igreja de Cristo e sua doutrina.

2. O Batismo no Espírito Santo para outra gente acontece quando a pessoa é salva. Eles dizem que o Batismo no Espírito Santo é igual a regeneração do Espírito Santo e que ele acontece no mesmo instante da salvação. Quando a pessoa é regenerada (dizem eles) se torna membro (na hora da salvação) da igreja universal invisível.

Vamos examinar isto para ver o que Deus diz. Além de não existir esta igreja chamada universal invisível no Novo Testamento, não encontra no Novo Testamento um crente individualmente (sozinho) que foi batizado no Espírito Santo, mas sempre um grupo de crentes. Está confundindo a salvação e o batismo no Espírito Santo. Há algumas diferenças entre o Batismo no Espírito Santo e a salvação ou a regeneração. O Batismo no Espírito Santo era para autenticar, dedicar, autorizar e dar poder a igreja verdadeira de Cristo, que era um grupo de crentes. A obra do Espírito Santo no Novo Nascimento é para a salvação dum pecador individual dos seus pecados. O Batismo no Espírito Santo é dum grupo de crentes (uma assembléia de Cristo - Atos 2), mas a salvação (regeneração) é de um pecador individual. O Batismo no Espírito Santo é visível, audível e externo; mas a obra de salvação (novo nascimento) é invisível, silenciosa e interna. Até os elementos destas coisas são diferentes. Jesus Cristo batizou sua igreja no Espírito Santo, na obra do novo nascimento o Espírito Santo usa a Palavra de Deus para a salvação. Mas, para ser membro duma igreja batista tem que se batizar em água. Como um crente precisa ser batizado só uma vez verdadeiramente em água (não será repetido), da mesma forma a igreja de Cristo (que é uma assembléia local e visível) foi batizada uma vez só no Espírito Santo (não precisa ser repetido), porque uma vez dá para sempre.

O PROPÓSITO DO BATISMO NO ESPÍRITO SANTO

Atos 1:3-5, 8. Cristo prometeu dar a sua igreja, que Ele tinha fundado e organizado já, o poder (habilidade) em abundância para fazer o trabalho dele, (pregar o evangelho a toda criatura, guardar as ordenanças e ensinar todo o conselho de Deus), até a consumação dos séculos. Ela recebeu este poder no dia de Pentecostes. O Espírito encheu a igreja de Cristo naquele dia e ainda Ele está com ela dando este poder para cumprir a vontade dele na terra. Não há outra razão porque ela ainda está na terra além desta. O mundo e as religiões falsas tentaram acabar com ela, mas pela promessa de Deus e o poder do Espírito Santo não podem. Ele prometeu estar com sua igreja e as portas do inferno não prevalecerão contra ela. O Espírito Santo está com a igreja de Cristo de uma maneira especial que Ele não está com as igrejas falsas. O Espírito Santo habita em toda pessoa salva (apesar da igreja falsa dela), mas Ele tem nada haver com as igrejas falsas. O Espírito Santo entrou e mora na igreja verdadeira de Cristo desde o dia de Pentecostes e não sai mais dela.

Nota a promessa. (1) João O Batista tinha falado que Jesus ia batizar sua igreja no Espírito Santo em Mateus 3:11. Atos 1:4 diz que Jesus mandou sua igreja não sair de Jerusalém, mas aguardar a promessa do Espírito Santo. (2) "Não muito depois destes dias" aconteceu exatamente que Jesus tinha prometido. O Espírito Santo encheu a igreja verdadeira de Cristo. Jesus disse (Atos 1:8) que a igreja dele ia ser testemunhas em Jerusalém como em toda a Judéia e Samaria, e até aos confins da terra. Foi isto mesmo que começou acontecer no dia de Pentecostes. Foi isto mesmo que a primeira igreja fez no dia de Pentecostes, pregar as grandezas de Deus na própria língua dos povos e ela batizou os novos convertidos em água. Então foi Deus dando o poder para a igreja que Cristo tinha fundado já durante o seu ministério.

A MORADA DIVINA E TERRESTRE

Vamos examinar o exemplo do Velho Testamento. A igreja do Novo Testamento (local visível) é chamada; o templo de Deus (I Coríntios 3:16-18), a morada de Deus (Efésios 2:22), o edifício de Deus (I Coríntios 3:9), e a casa de Deus (I Timóteo 3:15). Deus sempre teve uma morada terrestre, (tabernáculo e templo), e ainda tem (igreja verdadeira de Cristo), onde Ele encontra seu povo e faz seu trabalho através dela. Ele era sempre o cabeça da sua casa terrestre e ainda é! A igreja verdadeira batista é a casa espiritual terrestre dele. (Efésios 2:19-22).

1. Exemplo do Tabernáculo do Velho Testamento. Deus mandou Moisés construir o Tabernáculo segundo o seu plano. Quando Moisés já tinha construído todo o tabernáculo, ele fez um holocausto (sacrifício), Deus aceitou o trabalho de Moisés (porque era exatamente segundo o plano dele), e encheu sua casa com sua glória. (Êxodo 40:16-35) Da mesma forma Deus mandou Cristo para edificar sua igreja (durante o seu ministério público) e quando foi edificada Cristo sacrificou-se a si mesmo na cruz, Deus aceitou a igreja feita por Cristo e encheu ela com seu Espírito no dia de Pentecostes.

2. Exemplo do Templo do Velho Testamento. Deus mandou Salomão construir o templo do material preparado pelo Rei Davi. Quando Salomão tinha feito o templo todo ele fez holocausto (sacrifício), Deus aceitou o trabalho dele e encheu o templo com seu Espírito. (I Reis 8:1-11) Da mesma forma Deus mandou Cristo edificar sua igreja do material preparado por João O Batista (durante seu ministério público) e quando foi edificada Cristo sacrificou-se a si mesmo na cruz, Deus aceitou a igreja feita por Cristo e encheu ela com seu Espírito no dia de Pentecostes.

CONCLUSÃO

Há um só batismo que resta para nós hoje em dia (Efésios 4:5) e não é o batismo no Espírito Santo, mas sim em água. O batismo em água é a entrada da igreja verdadeira batista de Cristo que uma vez foi batizada no Espírito Santo. Ela é a morada terrestre de Deus onde Ele encontra seu povo de uma maneira especial, e é através dela que Ele faz seu trabalho aqui na terra. Ela é aprovada, dedicada, autorizada, autenticada e abençoada pelo Espírito Santo. É uma grande bênção fazer parte dela. Deus nos ajude ser fiéis nela.



Autor: David Alfred Zuhars, Jr.
Pastor David Zuhars
PRIMEIRA IGREJA BATISTA DO JARDIM DAS OLIVEIRAS
Rua Dr. João Maciel Filho, 207: 60.821-500 Fortaleza, CE
o Fonte: www.PalavraPrudente.com.br

--------------------------------------------------------------------------------

a verdadeira igreja de jesus cristo

- Daniel A Zuhars, Jr.
A IGREJA VERDADEIRA DO SENHOR JESUS CRISTO
INTRODUÇÃO
Mateus 16:18 e Efésios 4:4-6. É claro que Cristo Jesus tem uma igreja aqui no mundo através dos versículos citados acima. Mas, para dizer qual igreja é de Cristo, e quais não são de Cristo, é só compará-las com a igreja que achamos no Novo Testamento. Só assim podemos identificar a igreja verdadeira de Cristo. A igreja, que Jesus Cristo fundou, organizou e deixou, ainda está aqui no mundo pela promessa dele, ou tem que ser que Cristo mentiu e/ou a promessa dele falhou. Com toda certeza Cristo não mentiu nem a promessa dele falhou. Sabemos também, através da leitura da Palavra de Deus, que Ele tem uma igreja só aqui no mundo que é dele (quer dizer um só tipo de igreja). Qual igreja é então? Podemos identificá-la? Sem dúvida nenhuma podemos! Vamos agora!!!

IDENTIFICAÇÃO DELA

1. Cristo é o fundador, organizador, e cabeça da sua igreja, e só Ele. Podemos eliminar todas as igrejas menos uma. Então, esta tem que ser a igreja dele.

A Igreja Católica começou desenvolvendo no ano 251 D.C. por causa da heresia sobre o governo, disciplina, e batismo da igreja. Ela saiu da igreja verdadeira e foi apoiada pelo Rei Constantino Romano. Ela ficou crescendo e desenvolvendo até o ano 606 d.C. quando Bonifácio se tornou o primeiro para ser chamado o supremo Papa. Ela se tornou a religião do estado do Reino Romano e continuou crescer e aceitar todo tipo de idolatria e heresia. Ela começou tarde demais, além de falar na heresia que aceita e prega, para ter Jesus Cristo como seu cabeça. Ela foi fundada em cima de heresia e idolatria.

A Igreja Luterana começou no ano de 1530 d.C. e tem por seu cabeça Martino Lutero.

A Igreja Anglicana (da Inglaterra) começou no ano de 1540 D.C. e tem por seu cabeça O Rei Henrique VIII.

A Igreja Presbiteriana começou no ano de 1541 d.C. e tem por seu cabeça João Calvino.

A Igreja Congregacional começou no ano de 1581 d.C. e tem por seu cabeça Roberto Browne.

A Igreja Metodista começou no ano de 1729 d.C. e tem por seu cabeça João e Charles Wesley.

A Igreja Cristã (também chamada A Igreja de Cristo ou dos Discípulos de Cristo) começou no ano de 1827 d.C. e tem por seu cabeça Alexandre Campbell.

A Igreja dos Mormons começou no de 1830 d.C. e tem por seu cabeça José Smith.

A Igreja Adventista começou no ano de 1845 d.C. e tem por seu cabeça William Miller.

A Igreja das Testemunhas de Jeová começou no ano de 1884 d.C. e tem por seu cabeça Pastor Russell.

A Igreja Pentecostal começou no ano 1903 d.C. e tem por seu cabeça A. J. Tomlinson.

A Congregação Cristã no Brasil começou no ano 1909 d.C. e tem por seu cabeça Luiz Francescon.

A Igreja das Assembléias de Deus começou no ano de 1914 d.C. e tem por seu cabeça um grupo de pastores descaminhados das outras igrejas que começaram uma associação pentecostal em Hot Springs, Arkansas, E.U.A.

A Igreja Quadrangular (Cruzada Nacional) começou no ano de 1922 D.C. e tem por sua cabeça a mulher Aimee Semple McPherson.

Brasil para Cristo começou no ano 1950 d.C. e tem por seu cabeça Manoel de Melo.

Pentecostal, Deus É Amor começou no ano 1962 e tem por seu cabeça Davi Miranda.

A Igreja Universal começou no ano 1982 d.C. e tem por seu cabeça Edir Macêdo.

Nenhuma destas igrejas pode ser que Cristo fundou porque começou tarde demais e tem homem para seu cabeça. Cristo é o cabeça da sua igreja! Todas estas igrejas protestantes (a igreja batista não é protestante: veja o Rasto de Sangue) tem o batismo da igreja católica, portanto são igrejas falsas porque tem o batismo da sua mãe! (Apocalipse 17:1-6)

2. A Bíblia é a única regra de Fé e Prática da Igreja de Cristo. Ela não aceita outro livro, nem credo, nem visões, nem ciências ou tradições para sua regra de fé e prática. Somente a Bíblia!

3. A Igreja de Cristo é uma assembléia local e visível. A palavra igreja significa ajuntamento, congregação, assembléia ou reunião. A igreja que não pode ajuntar-se, nem congregar-se, nem reunir-se não é a igreja de Cristo. A igreja de Cristo não é universal nem invisível.

4. A Igreja de Cristo foi organizada e fundada durante o ministério terrestre e público de Cristo antes do dia de Pentecostes. I Coríntios 12:28 diz que Deus colocou primeiramente na igreja os doze apóstolos. No dia de Pentecostes 120 pessoas estavam reunidas esperando O Espírito Santo descer. (Atos 1:15) Os primeiros membros da igreja de Cristo eram os doze Apóstolos. Então, tem que ser que a igreja de Cristo começou antes do dia de Pentecostes. Jesus fundou sua igreja pessoalmente durante seu ministério antes de subir ao céu. Quando foi que Ele fundou e organizou sua igreja? Leia Lucas 6:12-16. Vamos notar outras coisas que provam que a igreja verdadeira começou antes do dia de Pentecostes.

A. Cristo prometeu edificar pessoalmente sua igreja sobre se mesmo. Mateus 16:18.

B. Cristo deu a regra da disciplina a sua igreja antes do dia de Pentecostes em Mateus 18:15-18. Cristo disse nesta passagem para falar (tempo presente) com a igreja. Como é que possa falar com uma igreja que não existe? Muitos estão dizendo que Cristo estava falando sobre a igreja futura. Mas, não ë isto que a Bíblia diz! Cristo falou no tempo presente.

C. Jesus deu a Grande Comissão a sua igreja antes do dia de Pentecostes em Mateus 28:18-20. Se a igreja não começasse até o dia de Pentecostes, ela não teria comissão nem missão!

D. A igreja de Cristo tinha organização antes do dia de Pentecostes. Tinha tesoureiro (João 12:6) e votação (Atos 1:21-26) antes do dia de Pentecostes. Até a disciplina que Cristo mandou sua igreja praticar precisa da votação.

E. Cristo tinha entregue as ordenanças a sua igreja (Batismo e a Ceia, Mateus 28:18-20 e 26:26-30) antes do dia de Pentecostes. A igreja dele batizou e celebrou a Ceia antes do dia de Pentecostes. Se a igreja de Cristo não começasse até o dia de Pentecostes não teria nenhuma ordenança para observar.

F. Cristo cantou na sua igreja antes do dia de Pentecostes diz o escritor do livro de Hebreus. (Hebreus 2:12) Quando foi que Ele cantou na sua congregação (igreja)? Mateus 26:30. Não pode cantar numa igreja que não existe.

G. A Bíblia diz que no dia de Pentecostes 3000 pessoas foram acrescentadas à igreja, (Atos 2: 47). A igreja já existiu.

Esta igreja que Jesus Cristo fundou e organizou teve tudo necessário para ser uma igreja antes do dia de Pentecostes. A igreja de Cristo começou durante o seu ministério terrestre antes do dia de Pentecostes!

5. O Senhor Jesus Cristo prometeu perpetuidade a sua igreja que é local e visível. (Mateus 16;18, 28;20, Efésios 3;9-10, 21). A igreja de Cristo existe desde os dias de Cristo (seu Fundador e Organizador) até agora pela promessa dele. Se a igreja cessasse de existir durante os séculos (como todas as igrejas falsas dizem) a promessa de Cristo falhou e não poderíamos confiar em nenhuma promessa mais de Cristo. Pode ser? De maneira nenhuma; sempre seja Deus verdadeiro, e todo o homem mentiroso!

CONFORMIDADE DOUTRINÁRIA

Podemos também identificar a igreja verdadeira de Cristo pela doutrina dela. (Efésios 3:9-10, 21) Ela é a coluna e firmeza da verdade. (I Timóteo 3:14-15) Cristo deu a ela a sua Palavra para pregar e guardar. (Mateus 28:18-20) Ela tem pregada, guardada, preservada, e conservada a Palavra dele durante os séculos desde os dias de Cristo, seu cabeça. Ela tem batalhada pela fé que uma vez foi dada aos santos. (Judas 3-4) Ela tem repreendida os infiéis para que sejam sãos na fé. (Tito 1:12-14) Se ela não tem feito isto, quem tem? A igreja universal e invisível? Não! Além de não existir, a chamada igreja universal e invisível tem todo tipo de heresia e hipocrisia. A igreja de Cristo ainda está no mundo batalhando pela fé, e estará até que Cristo volte, pela promessa dele. Vamos identificar a igreja do Senhor Jesus Cristo através da doutrina bíblica que ela prega.

1. Salvação. Ela prega o Evangelho e o Cristo da Bíblia. O pecador pode ser salvo pela graça só, através da obra que Cristo fez na cruz para salvar o pobre pecador. O pecador não pode se salvar, mas tem que se arrepender dos seus pecados e crer em Cristo como seu Salvador pessoal. O Evangelho é que Cristo morreu, foi sepultado, e ressuscitou ao terceiro dia para salvar o pecador. O pecador recebe perdão dos seus pecados e vida eterna pela fé em Cristo, e que o não salvo será lançado no inferno para sempre. Ela só recebe na sua igreja pessoas salvas e não pessoas não salvas. (Atos 2:41)

2. Cristo - O Único Cabeça, Fundador, e Legislador da Igreja. Já falamos sobre isto acima, não vamos repetir aqui.

3. Bíblia - A Única Regra de Fé e Prática. A Palavra de Deus é nossa arma espiritual. (I Timóteo 3:15-17, II Timóteo 3:16-17)

4. Batismo - pela imersão, só pessoa salva deve se batizar (não criancinhas), é simbólico (não é sacramento), e tem que ser feito pelo administrador certo (uma igreja verdadeira de Cristo). (Atos 2:41-42, Mateus 3:13-17)

5. Ceia Memorial. A pessoa salva e batizada segundo as Escrituras é qualificada só para participar na Ceia do Senhor. A Ceia é uma ordenança da igreja e ela não tem direito para abri-la a todo mundo, a Ceia deve ser restrita (fechada), é para os membros fiéis duma igreja local de Cristo. A Ceia é simbólica do Evangelho de Cristo. (não é sacramento) (I Coríntios 11:17-34)

6. Plano Financeiro - Pelos Dízimos e Ofertas. (Mateus 23:23, I Coríntios 9:14, 16:1-3)

7. Seus Oficiais - Pastores (Bispos, Presbíteros e Anciãos são outros nomes pelo pastor) e Diáconos. (I Timóteo 3:1-16)

8. Governo - Democrático. Todos os membros são iguais e ninguém fora da igreja pode mandar a igreja. (Mateus 20:24-28, 23:5-12, Atos 1:15-26, 6:1-6, II Coríntios 2:6)

9. Completa Separação entre a igreja e o estado. Devemos ser cidadãos bons e seguidores de Cristo. Os Batistas crêem na liberdade religiosa absoluta para todo mundo! Ninguém deve mexer nas coisas entre eu e meu Deus. (I Timóteo 2:5, Mateus 22:21)

Se a primeira igreja que Cristo mesmo fundou estivesse aqui no mundo ainda, seria chamada o que? Sem dúvida -- Batista!



Autor: David Alfred Zuhars, Jr.
Pastor David Zuhars
PRIMEIRA IGREJA BATISTA DO JARDIM DAS OLIVEIRAS
Rua Dr. João Maciel Filho, 207: 60.821-500 Fortaleza, CE
o Fonte: www.PalavraPrudente.com.br

igreja batista como começou

Cap 1 - História
A ANTIGUIDADE E SUCESSÃO DOS BATISTAS
John Henry
INTRODUÇÃO

O Senhor Jesus Cristo garantiu a continuidade de Sua igreja para sempre quando disse, “... eis que eu estou convosco todos os dias, até a consumação dos séculos. Amém.” (Mt 28:20 ACF)

Mesmo sem o testemunho da história, a Palavra de Deus prova que tem havido uma sucessão de igrejas com o mesmo pensamento desde o tempo do Senhor Jesus Cristo até agora. No entanto, eu espero usar ambos: a Bíblia e o testemunho da história para provar este fato.

O COMEÇO DA IGREJA:

O Senhor estabeleceu Sua igreja durante Sua jornada sobre a terra. É um erro comum afirmar que a igreja começou em Pentecostes, erro que tem sido ensinado amplamente por mais de 100 anos. No dia de Pentecostes, o Senhor deu poder à Sua igreja já estabelecida para fazer Seu trabalho (Atos 1:4-5,8; Luc 24:46-49). A igreja do Novo Testamento é local e visível. Aqui está a prova das Escrituras que a igreja do Novo Testamento antecede Pentecostes:

1. Os apóstolos foram os primeiros membros da igreja de Cristo (1Co 12:28; Luc 6:12-16).

2. Eles foram comissionados antes de Pentecostes (Mat 9:36-10:8, 28:18-20).

3. As ordenanças do batismo e da ceia do Senhor foram estabelecidas antes de Pentecostes (João 3:22; Lucas 22:14-20).

4. O Senhor estabeleceu um sistema para a igreja do Novo Testamento disciplinar os membros, já antes de Pentecostes (Mat 18:15-20).

5. A igreja que o Senhor Jesus iniciou se ajusta à definição comum da palavra grega (ekklesia) que traduzida é igreja. No grego dos dias de Cristo, “ekklesia” simplesmente significava “uma assembléia ou reunião de cidadãos chamados para fora de seus lares e reunidos em lugar público com o propósito de deliberar.” Significa uma assembléia.

6. A igreja tinha dois pastores antes do dia de Pentecostes: Cristo e então Pedro. (João 10:11, 14, 21:15-17; Atos 1:15, 2:14; 1Pe 5:1-4).

7. A igreja se reunia regularmente antes de Pentecostes (João 20:19, 26; Atos 1:4, 13, 14).

8. Cristo deu à Sua assembléia a habilidade de entender Sua Palavra e autoridade para cumprir Sua vontade na terra, já antes de Pentecostes (João 16:13-14, 20:21-23; Luc 21:44-47)

9. Eles tinham uma lista de 120 membros antes de Pentecostes (Atos 1:15).

10. No dia de Pentecostes 3000 almas foram acrescentadas a ela (a igreja) (Atos 1:41). Portanto, a igreja tinha que já estar estabelecida para eles serem a ela acrescentados.

CONFUSÃO SOBRE O QUE É A IGREJA:

Mesmo sendo verdade que os crentes desta atual dispensação, vivos e mortos, estejam sentados “... e nos fez assentar nos lugares celestiais, em Cristo Jesus;” (Ef 2:6 ACF). Não vamos nos reunir fisicamente até o Arrebatamento. Uma igreja que ainda não se reuniu ainda não é uma igreja. É uma igreja em projeto (Efé 1:21-23, 5:23-27; Col 1:18-22). A futura igreja de Cristo no Céu será constituída de todos os salvos desta Era da Igreja (Apo 1:19, 4:1). No entanto, não há uma igreja universal (católica) visível ou invisível nesta terra.

Os Batistas do Novo Testamento Sempre Foram a Verdadeira Igreja:

Muitos, mesmo os próprios batistas, acreditam que os batistas são protestantes. No entanto, os batistas antecedem tanto o sistema católico romano quanto os grupos protestantes.

A “Igreja” Católica Romana foi iniciada pelo Imperador Constantino quase 300 anos tarde demais para ser [o início de] a Igreja de Cristo. Este sistema corrupto [o de Roma] ensina regeneração batismal, idolatria, casa a igreja com o Estado, tem uma hierarquia e persegue os verdadeiros crentes, etc.

Os grupos protestantes, vendo a corrupção do romanismo, começaram a se separar em 1530. Isto é 1500 anos tarde demais para ser [o início de] a Igreja do Senhor. Apesar dessa separação, eles mantiveram muitos dos traços de sua igreja mãe (Jó 14:4).

Historicamente, as Igrejas do Novo Testamento têm sempre mantido essas doutrinas (Mat 28:20):

1. Sua Cabeça e Fundador -- Cristo. (Mat 16:18; Efé 1:22, 4:15, 5:23)

2. Sua única Regra de Fé e Prática – A Bíblia (2Tim 3:15-17; Atos 2:41-42; 1Tim 3:15)

3. Seu Nome: “Igreja”, “Igrejas” (Mat 16:18; Apo 2, 3; 22:16; Gál 1:1)

4. Sua forma de Governo - Congregacional. (João 20:23; Mat 18:17, 20:25-27; Atos 1:24-26, 6:3; Apo 2:6)

5. Seus Membros – Só pessoas Salvas e somente pessoas que por sua própria e livre vontade e concordância estão unidas a essa Congregação (Efé 2:21; 1Pe 2:5; Atos 2:41; Efé 2:8,9).

6. Suas Ordenanças – Batismo do Crente, seguida pela Ceia do Senhor (Mat 28:19-20; Atos 2:41-42)

7. Seus Oficiais – Pastores e Diáconos (1Tim 3:1-16; Filip 1:1)

8. Seu Trabalho – Ter salvas as pessoas pela pregação do evangelho (I Cor 15:1-4); batizando-as e ensinando-as a observar todas as coisas que Cristo ordenou (Mat 28:16-20)

9. Seu Plano Financeiro – Dízimos e Ofertas. (1Cor 9:14; Mal 3:8-10; Mat 23:23; 1Co 16:1,2; 2Co 8:14)

10. Sua Independência – Separação entre Igrejas e Estado (Mt 22:21)”

(Dennis Wheeler Pastor Emérito, Igreja do Templo Batista de Sarasota, Florida)

HISTÓRIA SECULAR SOBRE A ANTIGUIDADE DOS BATISTAS:

“Os batistas da [época da] Reforma afirmavam ter uma origem tão antiga a ponto de sugerir uma “[inquebrantada] sucessão de igrejas [de características batistas]” [desde Cristo]. Esta afirmativa foi colocada por eles no início da Reforma em 1521. Uma antiga carta é encontrada em existência. “Successio Ana-Baptistica.” [Tradução: “Sobre a [inquebrada] Sucessão Anabatística”]. A carta carrega sua própria data como “aquela dos irmãos suíços, escrita um ano antes do Anno 1522, aos anabatistas holandeses, a respeito da origem deles,”. (Subtibus Bernardi Gauthieri. Coloniae, 1663 e 1612). A carta é particularmente importante, já que mostra que os batistas de 1521 clamavam uma sucessão [inquebrada, desde Cristo].” (John T. Christian).


”Uma prova notável da antiguidade dos batistas da Morávia é aqui registrada. Johanna Schlecta Costelacius escreveu uma carta da Bohemia em 10 de outubro de 1519, a Erasmus, afirmando que durante cem anos os Picards foram profundos crentes e que eles foram re-batizados e eram portanto anabatistas. Suas palavras foram: “Aqueles que quiserem vir para sua seita devem todos serem mergulhados em água limpa (in aqua simplici repbaptizari)” (Pauli Colimesii, Opera Theologica, Critica et Historica No XXX 534, 535, Hamburg. 1469, citado por John T. Christian).

Católicos e Protestantes testificam o fato de que os Batistas existiam muito tempo antes da Reforma:

Testemunho Católico Romano:

Em 1524, o cardeal católico romano Hosius, que se tornou o Presidente do Concilio de Trento (1560), admitiu que os batistas datavam de antes dos dias do imperador romano Constantino que foi o o primeiro “Pontífice Máximo “Cristão”. Hosius disse:

“Se os batistas não tivessem sido gravemente atormentados e mortos a facadas durante os últimos mil e duzentos anos, eles se apinhariam em número muito maior que todos os Reformadores.” (Hosius, Cartas Apud Opera, pgs 112, 113, citados em Rastro de Sangue, pg.3, Ashland Av. Igreja Batista, Lexington, KY, 1933)

Hosius mais tarde afirmou:

"Os anabatistas são uma seita perniciosa do tipo que parecem ter sido os irmãos waldenses, embora alguns deles [dos waldenses] mais tarde, como testificam em sua apologia, declarem que não mais serão batizados, como era seu costume anterior. No entanto, é certo que muitos deles mantém seu costume e se uniram aos anabatistas.” (Hosius, Obras dos Heréticos de Nossos Tempos Bk. I. 431. Ed. 1584, citado por John T. Christian).

Numa corte judicial, Hosius seria considerado uma testemunha hostil para com os batistas. O testemunho de uma testemunha hostil é do tipo mais convincente.

Zwingli, o primeiro teólogo Protestante Reformado disse:

“A instituição do Anabatismo não é novidade, mas por trezentos anos causou grande distúrbio na igreja e adquiriu tal força que a tentativa em sua época de conflitar com eles parece ter sido fútil durante certo tempo.” (John T. Christian)

Mosheim, o historiador Luterano afirma:

“…. Acredito que os menonitas não estão de todo errados, quando se orgulham de descenderem desses waldenses, petrobrusianos e outros que comumente parecem ter sido testemunhas da verdade antes de Lutero. Antes da época de Lutero eles estavam ocultos em quase todos os países da Europa (mais especialmente na Boêmia, Morávia, Suíça e Alemanha), muitas pessoas, em cujas mentes estavam profundamente enraizados o princípio que os waldenses, wyclifites e os hussitas mantinham, alguns de forma mais encoberta, outros mais abertamente, a saber, que o reino que Cristo estabelecerá na terra, ou a igreja visível, é uma assembléia de pessoas santas e deveria portanto ser inteiramente livre não apenas de pessoas sem Deus e pecadores, mas de todas as instituições de plano humano contra a ausência de Deus. Este princípio está na fundação que foi a fonte de tudo que foi novo e singular na religião dos menonitas e a maior parte de suas opiniões singulares, como está bem documentada, foram aprovadas alguns séculos antes do tempo de Lutero, por aqueles que tinham tais visões da Igreja de Cristo.” (Mosheim, Instituições da História Eclesiástica, III.200).

A Igreja Reformada da Holanda:

”A afirmativa dos batistas holandeses de terem origem apostólica se tornou objeto de uma especial investigação no ano 1819, pelo Dr. Ypeij, Professor de Teologia em Gronien e o Rev J.J.Dermout, Capelão do Rei da Holanda, ambos membros ilustres da Igreja Reformada. Muitas páginas podem ser preenchidas com os relatórios que ambos fizeram ao Rei. Na opinião desses escritores:

”Os menonitas são descendentes dos waldenses, evangélicos toleravelmente puros que foram levados por perseguição a vários países e que, durante a última parte do século doze, foram para Flandres e para as províncias da Holanda e Nova Zelândia, onde viveram vidas simples e exemplares, nas vilas como fazendeiros, nas cidades no comércio, livres de qualquer acusação de pesadas imoralidades, e professando os princípios mais puros e simples, que exemplificavam numa santa conversa. Eles existiam, portanto, antes da Igreja Reformada da Holanda.

”Vimos agora que os batistas (que antes eram chamados anabatistas e nos últimos tempos, menonitas), eram os waldenses originais, e que, durante longo tempo da história da igreja, receberam a honra dessa origem. A esse respeito, os batistas podem ser considerados como a única sociedade cristã que permaneceu desde os dias dos apóstolos e, como uma sociedade cristã que preservou puras as doutrinas dos Evangelhos através de todos os tempos. A economia interna e externa perfeitamente correta da denominação batista tende a confirmar a verdade disputada pela Igreja Romana, que a Reforma gerada no século dezesseis foi necessária no mais alto grau, e, ao mesmo tempo, refuta a errônea noção dos católicos que sua denominação seja a mais antiga.” (Ypeij em Dermout, Geschiedenis der Nederlandsche Hervornude Kerk. Breda, 1819)

Este testemunho da mais alta autoridade da Igreja Reformada Holandesa, através de uma Comissão indicada pelo Rei da Holanda, é um exemplo raro de liberalidade e justiça a outra denominação. Ele concede tudo que os batistas reivindicaram a respeito da continuidade de sua história. Por causa disso, o patrocínio do Estado foi oferecido aos batistas, o que eles. polidamente mas firmemente, recusaram. (John T. Christian).

CONCLUSÃO:

“Nos locais onde os waldenses floresceram, ali os batistas assentaram profundas raízes. Esta afirmativa se mantém válida de país a país e de cidade a cidade. Inumeráveis exemplos podem ser dados.” (John T. Christian).

Tem havido uma sucessão de igrejas, desde o tempo de Cristo até aos dias de hoje, as quais têm acreditado nas doutrinas que Ele ordenou. Da mesma forma que cada crente pode se reproduzir através do ganho de almas, assim deveriam as igrejas se reproduzir.

Há duas coisas essenciais em relação à sucessão de igrejas:

1) A doutrina mantida do Novo Testamento e

2) A autoridade provinda de uma igreja semelhante.

A autoridade para estabelecer uma nova igreja às vezes pode ser sido de somente um punhado de membros ou, em casos extremos, talvez só de um membro. No entanto, quando possível, uma nova igreja deveria ter a bênção da igreja mãe.

“A esse glória na igreja, por Jesus Cristo, em todas as gerações, para todo o sempre. Amém.” (Ef 3:21 ACF)

OBSERVAÇÃO

Todas as citações marcadas com “John T. Christian” são de:

Uma História dos Batistas, Volume I, Cap. VII; Por John T. Christian, A.M., D.D., LL.D., 1922, 1926

http://www.reformedreader.org/rbb/henry/baptistbeliefssuccession.htm



Autor: John Henry
Fonte: www.PalavraPrudente.com.br
tradução: Jeanne Borgerth Duarte Rangel, Nov. 2007.